
O ano era 2009 e a economia de Salvador vivia um dos momentos mais marcantes da sua história: a chegada de quatro lojas das Casas Bahia inauguradas na cidade, 56 anos após a fundação da rede varejista.
Talvez, os soteropolitanos que viveram esse momento lembrem com clareza do dia 28 de abril de 2009 quando, nesta data, as quatro unidades chegaram à capital baiana de uma única vez nas seguintes localidades: Centro da Cidade, Piedade, Pau da Lima e no Shopping Paralela.
Hoje, em um cenário contrário, em que a empresa tenta renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas e fecha mais de 200 unidades no Brasil, a nova geração esteja se perguntando o porquê de tamanha repercussão do caso.
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A verdade é que há muitas respostas: a quantidade de pessoas que ficarão desempregadas, queda na economia local e nacional, prejuízos para quem comprou e ainda não sabe se receberá seus produtos e tantas outros motivos.
Mas há ainda, outro marco importante para o público soteropolitano: foi em Salvador que a rede varejista iniciou a expansão pela região nordeste do país.
Primeira cidade do interior da Bahia a receber uma filial
Depois da capital baiana, a segunda cidade do estado a receber uma unidade da Casas Bahia foi Alagoinhas, tornando-se o primeiro município da Bahia a receber uma filial, em 19 de novembro de 2010.
Na sequência, a rede expandiu sua marca para as cidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna e Eunápolis, todas elas consideradas importantes pólos da economia do estado.
Das inaugurações aos fechamentos
Com o pedido de recuperação judicial para renegociar a dívida bilionária, a primeira cidade do Nordeste, neste caso Salvador, a sediar uma unidade da empresa varejista, também foi afetada pela crise.
Segundo o Sindicato dos Comerciários de Salvador, ao todo, 13 filiais foram fechadas em Salvador, incluindo todas unidades que ficam em shoppings, como Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Paralela.

