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REVIRAVOLTA - 15/05/2026, 09:40 - Jaísa de Almeida

Atleta atropelado quer invalidar chance de vereadora derrubar pensão

Defesa de Débora Santana afirma que parlamentar não teve participação no caso

Atleta Emerson Pinheiro teve uma perna amputada após acidente
Atleta Emerson Pinheiro teve uma perna amputada após acidente |  Foto: Reprodução/Instagram @emersonpinheiro_atleta

A vereadora de Salvador, Débora Santana (PSDB), recorreu ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para reverter a decisão que a obriga, junto com o filho, Cleydson Cardoso Costa Filho, a custear despesas de reabilitação e manutenção do atleta Emerson Silva Pinheiro, atropelado em agosto de 2025.

A movimentação judicial foi revelada ao portal MASSA! pela advogada da vítima, Losangela Passos. Segundo ela, a defesa da parlamentar protocolou um agravo de instrumento com o objetivo de suspender a liminar já determinada em primeira instância.

A decisão questionada impõe responsabilidade solidária entre mãe e filho pelos gastos ligados ao tratamento do atleta, que segue em recuperação após o acidente. De acordo com a advogada de Emerson, a legislação permite a apresentação do recurso, mesmo com a decisão já em vigor, com base no direito ao contraditório e à ampla defesa.

“Juridicamente, pode. Direito constitucional do contraditório e ampla defesa. Só é contraditório ao discurso e atitudes dela, de forma pública, de amparo e acolhimento a Emerson”, diz à reportagem.

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Ela também afirma que a equipe jurídica do atleta não aguardou nova intimação e já apresentou as contrarrazões ao recurso.

“Já me antecipei, não aguardei a intimação para apresentar as contrarrazões (defesa) e já apresentei. Neste momento aguarda a apreciação da desembargadora relatora para apreciação do pedido liminar dela para revogar a nossa liminar, o que não esperamos que aconteça”, descreve.

Também procurada pelo MASSA!, a assessoria de Débora confirmou o pedido de recurso e informou que solicitou a retirada do nome dela da ação movida por Emerson, sob o argumento de que ela não participou do ato que resultou no acidente.

Aspas

É importante destacar que o filho da vereadora é maior de idade e, portanto, responde individualmente pelos seus atos na esfera judicial, conforme determina a legislação brasileira

Ainda conforme a assessoria da parlamentar, os advogados de Emerson buscam a vinculação do nome da vereadora ao caso devido ela ser uma pessoa pública, o que, segundo eles, aumentaria a repercussão do processo.

“As medidas judiciais cabíveis já foram adotadas, e agora o caso seguirá sob análise da Justiça, que irá conduzir os fatos conforme os trâmites legais e o devido processo”, completa.

Em palavras simples, o caso agora está nas mãos da relatoria do TJBA, que vai analisar se mantém ou não a decisão que obriga o custeio da reabilitação.

Processo criminal

Paralelamente ao processo cível, o caso também avança na área criminal. Cleydson Cardoso, responde em liberdade provisória desde setembro de 2025 e cumpre medidas cautelares, como por exemplo o uso de tornozeleira eletrônica.

A defesa dele também quer a flexibilização dessas restrições, com pedidos que ainda dependem de manifestação do Ministério Público (MPBA) e decisão judicial.

“Cleydson pediu revogação de partes das medidas restritivas, dentre elas para sair à noite e liberação para sair da comarca, está para a manifestação do MP e depois o Juiz decide”, conta Losangela.

Nova audiência marcada

Enquanto isso, o processo criminal segue com etapas de instrução já definidas. Uma nova audiência está marcada para a próxima quinta-feira (21), quando serão ouvidas testemunhas e o próprio atleta Emerson Pinheiro.

Relembre o caso

O atropelamento ocorreu em 16 de agosto de 2025, no bairro da Pituba, na capital baiana. O impacto deixou Emerson com lesões graves, o que gerou internações e intervenções médicas, além da amputação da perna direita e fraturas na perna esquerda.

Cleydson era o condutor do veículo no momento da ocorrência. Ele chegou a ser preso em flagrante por suspeita de embriaguez, mas posteriormente foi liberado e passou a responder como réu. A vereadora Débora Santana passou a integrar o processo em fase posterior.

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