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indignação - 03/04/2024, 14:32 - Bruno Dias e Osvaldo Barreto

Advogado cobra "fiscalização efetiva" após morte de mergulhador

Mateus Nogueira afirma que o responsável pela tragédia foi imprudente ao conduzir a lancha no local

Mateus Nogueira esteve presente no protesto realizado na manhã desta quarta-feira (3), por familiares e amigos do mergulhador morto
Mateus Nogueira esteve presente no protesto realizado na manhã desta quarta-feira (3), por familiares e amigos do mergulhador morto |  Foto: Shirley Stolze/ Ag A Tarde | Reprodução / Redes Sociais

A orla da Barra foi tomada por gritos de protestos, na manhã desta quarta-feira (3), dos familiares e amigos do mergulhador Erivan José Pedroso Brandão Filho, de 61 anos, que foi encontrado morto na praia, na terça-feira (2), após supostamente ser atropelado por uma lancha.

Presente no local, a reportagem do Portal A Tarde conversou com o advogado Mateus Nogueira, que revelou a cobrança por "fiscalização efetiva na área" durante anos, até então sem conseguir retorno.

"Há mais de dez anos a associação vem cobrando providências de fiscalização efetiva aqui na área, principalmente do Porto da Barra, que eu acredito ser a praia com a maior frequência de banhistas. Isso não é um risco apenas para mergulhadores (uso de lanchas), é um risco para quem faz natação aqui, para o pessoal da canoagem, do remo, para o pessoal do stand up, para surfistas também que a gente tem ali do lado da praia do farol. Tem casos de embarcação que circulam mesmo com a sinalização de existência de mergulhador. Inclusive tem vídeo nas redes sociais aí mostrando que aqui é comum que o mergulhador esteja adequadamente sinalizado", bradou ele.

Segundo Mateus, os mergulhadores utilizam um assessório preso em uma boia, responsável por indicar que existe uma pessoa submersa naquele determinado local. Erivan estava utilizando o apetrecho no momento da fatalidade.

"A bandeira é conhecida em todo o mundo e quando a embarcação avista essa bandeira especificamente, que é aquela vermelha com a lista branca, ela tem que reduzir a velocidade e manter uma distância mínima de 200 metros, porque indica que existe um mergulhador submerso", explicou.

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Por fim, ele informou que todos os condutores que possuem embarcações no Porto da Barra tem consciência de que existem mergulhadores na área e sabem sobre o uso do objeto de aviso. Diante disso, ele afirma que o responsável pela tragédia foi imprudente.

"Todo mundo que navega aqui no Porto da Barra sabe que é uma região que tem muitos esportes náuticos. Sabe que é uma região onde pessoas mergulham há mais de 50 anos e sabe que se você chega numa localidade dessa você tem que reduzir a velocidade e redobrar sua atenção. Seria mais ou menos eu querer conduzir o meu carro na Avenida 7, no final de ano na mesma forma que eu conduzo na Avenida Paralela. Não faz sentido, então faltou com certeza aí, absolutamente a devida atenção, e além disso, a gente precisa saber se o condutor dessa embarcação percebeu que havia atropelado alguém? Mas se ele percebeu e deixou o local, com certeza ele precisa ser responsabilizado criminalmente, inclusive por um homicídio com dolo eventual", contou.

Erivan José Pedroso era ex-salva-vidas da Salvamar e mergulhador a 40 anos. Ele tinha pouco mais de um ano sem pescar nas águas, porém, com a morte da mãe e sem um emprego, ele saia para mergulhar e conseguir o sustento de casa. A vítima deixa um filho, que mora na Espanha.

O homem será enterrado nesta quarta-feira, às 14h, no cemitério Campo Santo.

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