
Um dos blocos mais conhecidos do Carnaval de Salvador é o de Bell Marques. Com a reunião de centenas de foliões, a agonia toma conta quando o swing da guitarra do artista começa a ecoar pela avenida.
No circuito Barra-Ondina, as ruas ficam estreitas pelo grande volume de pessoas ‘gruvando’ ao mesmo tempo. Ainda assim, quem for curtir precisa ficar ligado para não acabar tomando uma botada surpresa ao dançar.
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Mesmo que os movimentos sejam semelhantes aos de uma briga, a dança nada mais é do que apenas a forma do baiano gingar conforme o ritmo da música. Contudo, alguns simpatizantes do bloco Camaleão alertaram sobre como evitar muvucas e confusões.
Francisco Nunes, de 51 anos, morador do Rio Vermelho, compartilhou a sua experiência de anos curtindo o bloco de Bell Marques e deu dicas sobre como aproveitar a folia ‘de boa’.
“A dica que eu dou é, sobretudo, ficar um pouco mais distante de uma turma mais acalorada. Aquela galera que está disposta a brigar, a momentos mais de confusão, mais cheios.”, inicia ele, ele entrevista ao MASSA!.
Para evitar furtos, para evitar qualquer tipo de agressão física é tentar localizar uma posição minimamente confortável em que você possa visualizar o seu artista, mas sem estar no meio da muvuca, daquela aglomeração
O folião também comenta sobre a ‘fama’ do lado esquerdo da pipoca de Bell, que viralizou nas redes sociais por ser o ‘point’ onde as brigas e confusões durante a dança costumam acontecer.
“Historicamente, o lado esquerdo é exatamente o que tem mais briga, que aglomera maior número, maior volume de pessoas e que gera maior número de atritos. E aí que é bom evitar”, finaliza.
Já Diego Rodrigo, outro folião do bloco Camaleão, destaca que é soteropolitano e, apesar de ter se mudado para São Luís, sempre retoma a cidade natal para curtir na folia de Bell Marques. Para ele, tudo se resume a cordialidade e como se comportar perante o próximo para evitar confusões.
“O máximo é chegar com cordialidade. Tem gente que vem trabalhar e praticamente morar aqui pra guardar um lugar. Não acho certo ficar regateando preço. A pessoa está assegurando o ganha-pão dela, e não é porque alguém tem mais poder — ou está indo pra um bloco — que justifica chegar com arrogância”, destaca.

Má fama
Frequentador do bloco de Bell há anos, Diego também lamenta que a festa arrastada pelo artista tenha ganhado fama de ser violenta entre alguns foliões e telespectadores, mesmo com a galera querendo se divertir e brincar.
“Se você perceber que está tudo muito acalorado, o ideal é procurar um canto mais reservado, esperar a confusão passar e seguir. Sou totalmente contra violência, nunca briguei com ninguém. É muito triste, porque todo mundo vem pra se divertir. Então chegue no jeitinho, converse, toque no ombro da pessoa. O toque tem poder — se você é de paz, transmite essa energia” finaliza.
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