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Loucura - 05/06/2026, 20:00 - Vinicius Portugal

Caminhão quebra e quase 50 pessoas morrem de sede no deserto

Viajantes ficaram presos por dias em uma região isolada após o veículo apresentar uma pane

Caminhão apresentou uma pane
Caminhão apresentou uma pane |  Foto: Reprodução/Facebook

Uma viagem de volta para casa terminou em tragédia no norte do Níger. Pelo menos 49 pessoas morreram de sede depois que o caminhão em que viajavam apresentou problemas mecânicos e ficou parado em uma área isolada do deserto do Saara.

O caso foi divulgado nesta quinta-feira (5), pelas autoridades da região de Assamaka, próxima à fronteira entre Níger, Mali e Argélia. As vítimas eram viajantes nigerinos que retornavam do Mali após passarem um feriado religioso muçulmano com familiares.

Segundo o governo local, o caminhão se perdeu durante o trajeto e acabou quebrando após vários dias de viagem. Sem água e sem conseguir consertar o veículo, os passageiros ficaram presos em uma das regiões mais hostis do planeta, onde as temperaturas extremas e a falta de pontos de abastecimento tornam a sobrevivência quase impossível.

A cena encontrada pelas equipes de resgate foi devastadora. De acordo com as autoridades, dezenas de corpos foram localizados ao redor e até debaixo do caminhão parado no meio do deserto.

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A localização do veículo só foi possível graças a dois sobreviventes, identificados como Mohamed Bachir Souley e Issa Omar. Os dois caminharam mais de 50 quilômetros sob o calor escaldante até chegarem à cidade de Assamaka para pedir ajuda.

Outro caminhão foi encontrado com passageiros em situação crítica

Durante a operação de resgate, uma nova situação de emergência foi descoberta. No caminho de volta, a equipe encontrou outro caminhão parado a mais de 60 quilômetros da cidade, com mais de 60 pessoas presas havia três dias após uma falha na bateria do veículo.

Desta vez, o desfecho foi diferente. Os socorristas distribuíram água e prestaram assistência aos passageiros, evitando que uma nova tragédia acontecesse.

As autoridades do Níger lamentaram as mortes e destacaram o alto risco enfrentado por quem cruza a região desértica. Em nota, o governo classificou o episódio como uma dor coletiva e reforçou que o caso expõe o custo humano de viajar por uma das áreas mais severas e perigosas do mundo.

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