
Vídeos que ganharam repercussão nas redes sociais revelam parte das estratégias usadas por Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, para se apresentar como uma menina de 12 anos em Joinville, cidade de Santa Catarina. Nas gravações, ela aparece falando com a voz mais aguda e adotando trejeitos infantis, comportamento que, fazia parte do personagem criado para enganar suas vítimas.
As imagens vieram à tona após a prisão da suspeita, ocorrida na última terça-feira (2). De acordo com as investigações, Amanda viveu por cerca de 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma adolescente. Durante esse período, ela, que usava o nome de Gabriela, teria recorrido a diferentes versões sobre sua história de vida para justificar características físicas incompatíveis com a idade que dizia ter.
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Entre os relatos apresentados ao casal, a mulher afirmava ser diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela também alegava que seu corpo apresentava traços mais desenvolvidos porque teria sido submetida ao uso de hormônios quando ainda era criança. As justificativas eram utilizadas para afastar suspeitas sobre sua verdadeira idade.
Veja a cena:
¡"LA HUÉRFANA" EN LA VIDA REAL! 🚨 Una mujer de 37 años fingió ser una niña de 12 para ser adoptada por una familia.
— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) June 4, 2026
Esta es la retorcida historia de Amanda Maria 👇🏻 https://t.co/JTcbe36jyC pic.twitter.com/NvfrdR6fIO
Padrão já identificado pela polícia
A apuração da Polícia Civil aponta que o método empregado em Santa Catarina não era inédito. O cruzamento de informações mostrou semelhanças com um caso registrado em 2023, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, quando Amanda também foi presa após se apresentar como menor de idade e relatar histórias falsas para obter acolhimento.

Natural do Ceará, a investigada é apontada como reincidente nesse tipo de crime e possui registros semelhantes em pelo menos cinco estados. A defesa da suspeita solicitou a realização de exames de sanidade mental para avaliar suas condições psíquicas. O caso continua sendo investigado.

A reportagem do MASSA! procurou a Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) para obter mais detalhes sobre a investigação, porém não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações, e o texto será atualizado em caso de resposta oficial. As informações publicadas nesta reportagem têm como base conteúdo divulgado pelo portal g1.
