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Saúde Pública -

Violência contra profissionais de enfermagem cresce em Salvador

Número de denúncias já supera o total contabilizado em 2025

Registros incluem violência física, ameaças e assédio
Registros incluem violência física, ameaças e assédio |  Foto: Ilustrativa/Reprodução/Magnific

O número de denúncias de violência contra profissionais de enfermagem tem crescido em Salvador. Entre janeiro e agosto de 2026, o Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) registrou 233 processos relacionados a agressões e outras formas de violência contra a categoria, contra 163 ao longo de 2025.

Os registros do Conselho somam 565 processos entre 2024 e agosto deste ano. As ocorrências incluem diferentes tipos de violência, como:

  • Agressões físicas, ameaças e violência verbal;
  • Assédio moral, injúria e discriminação racial;
  • Perseguição e abuso de autoridade.

Campanha busca reduzir agressões

O crescimento das notificações, segundo o presidente do Coren-BA, Davi Apóstolo, foi um dos motivos para a criação da Campanha de Combate à Violência na Saúde. Um dos episódios recentes ocorreu no Hospital Professor Eládio Lassére, em Cajazeiras, onde três enfermeiras foram agredidas por um acompanhante durante um plantão.

“A gente ficou alarmado com a quantidade exagerada de agressões, seja física, verbal ou, muitas vezes, até sexual, que os profissionais estão sofrendo na ponta”, afirmou.

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O problema também atinge profissionais de outras regiões do país. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), mais de 28% dos trabalhadores da categoria no Brasil sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho nos últimos anos.

A enfermagem reúne mais de 3 milhões de profissionais nas redes pública e privada, responsáveis pela assistência direta aos pacientes.

Como denunciar os casos?

Para receber relatos de violência física e verbal, o Coren-BA mantém um canal exclusivo de denúncias.

As vítimas podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] e também são orientadas a registrar boletim de ocorrência e reunir provas que ajudem na apuração, como:

  • Fotografias e documentos relacionados à ocorrência;
  • Relatos de testemunhas que presenciaram a agressão;
  • Outros registros que possam contribuir para a investigação.

O Conselho ainda atua com o Ministério Público do Trabalho (MPT), sindicatos e instituições de saúde na fiscalização das condições de trabalho, incluindo o cumprimento da Lei Federal nº 14.602/2023, que prevê locais adequados de repouso para profissionais de enfermagem durante a jornada.

Instituições privadas têm até o fim de outubro para se adequar à legislação. O descumprimento poderá levar à intensificação das fiscalizações e à adoção de medidas cabíveis.

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