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não caia em fake - 17/07/2026, 16:20 - Lais Machado

Saúde no Google: cinco dicas para evitar informações falsas nas buscas

Pesquisa mostra que quase metade dos brasileiros usa o Google para tirar dúvidas sobre saúde

Procurar exatamente o termo facilita sua busca
Procurar exatamente o termo facilita sua busca |  Foto: Ilustrativa/ Freepik

Em tempos de excesso de informação, fazer uma busca sobre sintomas ou doenças na internet pode gerar mais dúvidas do que respostas. Entre conteúdos confiáveis e desinformação, encontrar dados seguros sobre saúde exige atenção, principalmente porque o Google é a principal ferramenta usada pelos brasileiros para esse tipo de pesquisa.

Segundo um levantamento do Datafolha, 47% da população recorre ao buscador para esclarecer dúvidas relacionadas à saúde. Diante desse cenário, saber como pesquisar da forma correta pode ajudar a encontrar informações mais precisas e reduzir o risco de cair em fake news.

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Com base em orientações reunidas pelo MASSA!, confira cinco formas de melhorar suas pesquisas sobre saúde no Google.

1. Entenda o tipo de informação que você procura

Seja objetivo na busca
Seja objetivo na busca | Foto: Ilustrativa/ Freepik

Antes de pesquisar, vale pensar no objetivo da busca. Quem digita "o que causa dor nas costas", por exemplo, normalmente quer entender um sintoma. Já pesquisas como "tratamento para dor lombar" ou "ortopedista especialista em coluna", costumam indicar a procura por atendimento ou solução para o problema.

Fazer essa distinção ajuda a encontrar resultados mais próximos do que realmente se procura.

2. Use recursos do próprio Google para filtrar resultados

Procurar exatamente o termo facilita sua busca
Procurar exatamente o termo facilita sua busca | Foto: Ilustrativa/ Freepik

O buscador oferece ferramentas que ajudam a tornar a pesquisa mais precisa. Colocar uma expressão entre aspas faz com que o Google procure exatamente aquele termo. Já o sinal de menos (-) pode ser usado para excluir palavras indesejadas dos resultados, reduzindo conteúdos que não interessam.

3. Pesquise como as pessoas costumam falar

Entender as diferenças facilita a comunicação entre profissionais da saúde e pacientes
Entender as diferenças facilita a comunicação entre profissionais da saúde e pacientes | Foto: Ilustrativa/ Freepik

Nem sempre o nome técnico de uma doença ou procedimento é o mais pesquisado. Expressões populares, como "gordura no fígado", costumam gerar resultados diferentes de termos médicos como "esteatose hepática".

Segundo João Amorim, CEO da MNG, empresa especializada em marketing para a área da saúde, entender essa diferença faz toda a diferença na comunicação entre pacientes e profissionais:

"Muitos profissionais de saúde cometem o erro de produzir conteúdo pensando apenas no viés científico. O paciente não busca o diagnóstico técnico, mas o alívio de um sintoma. Quando o médico entende exatamente a palavra que a pessoa digita no momento da dúvida, a conexão acontece", afirma

4. Considere diferenças entre regiões

Diferenças regionais podem confundir sua pesquisa
Diferenças regionais podem confundir sua pesquisa | Foto: Ilustrativa/ Freepik

A forma de pesquisar também pode variar de acordo com a cidade ou o estado. Um mesmo serviço de saúde pode ser procurado por nomes diferentes em cada região do país.

Ferramentas como o Google Trends ajudam a identificar quais termos são mais utilizados em determinados locais, oferecendo uma visão mais precisa sobre o comportamento das buscas.

5. Explore a seção "As pessoas também perguntam"

Isso ajuda a ampliar a sua busca
Isso ajuda a ampliar a sua busca | Foto: Ilustrativa/ Freepik

Ao pesquisar qualquer tema de saúde, vale a pena observar o quadro "As pessoas também perguntam", exibido pelo Google. Nele aparecem dúvidas relacionadas feitas por outros usuários, o que ajuda a ampliar a pesquisa e entender outras questões ligadas ao assunto, como sintomas, causas, riscos e tratamentos.

Embora a internet seja uma importante fonte de informação, especialistas reforçam que ela não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de sintomas persistentes ou dúvidas sobre diagnósticos e tratamentos, a orientação médica continua sendo o caminho mais seguro.

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