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Notícia excelente - 22/07/2026, 18:00

Nova insulina chega ao SUS e pode transformar tratamento da diabetes

Medicamento de ação prolongada já começou a ser distribuído nas UBSs

Insulina glargina já chegou ao SUS
Insulina glargina já chegou ao SUS |  Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a oferta nacional da insulina glargina, um medicamento de ação prolongada que promete facilitar a rotina de pacientes com diabetes. A novidade começou a ser distribuída nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país e, nesta primeira etapa, atende crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, além de idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou em entrevista ao MASSA! que a mudança representa um avanço importante no tratamento.

"A gente está mudando o tratamento para uma insulina muito mais moderna e melhor para o paciente. Você precisa de menos aplicações ao longo do dia, ela controla melhor a glicemia e, na maioria dos casos, é necessária apenas uma aplicação diária. Todos os relatos de pacientes mostram que ela é muito mais efetiva e mantém a glicose muito mais controlada ao longo do dia inteiro, porque é uma insulina de longa duração, que permanece por 24 horas no organismo", explicou.

Secretaria Fernanda De Negri
Secretaria Fernanda De Negri | Foto: Zeca Miranda/MS

Segundo Fernanda, a implementação será feita gradualmente em todo o Brasil.

"Neste momento, podem ter acesso todas as pessoas com diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 acima de 70 anos, além de todas as pessoas de até 18 anos com diabetes tipo 1. A expectativa é alcançar uma parte significativa desse público elegível até o final deste ano", afirmou a secretária.

A meta do Ministério da Saúde é ampliar rapidamente o acesso ao novo medicamento.

"Nossa expectativa é que 30% da população brasileira que usa insulina pelo SUS, que representa mais de 2 milhões de pessoas, tenha acesso à nova insulina no próximo ano. Isso significa mais de 500 mil pacientes", projetou.

Produção nacional fortalece abastecimento

Fernanda De Negri também explicou que a retomada da produção nacional da insulina traz mais segurança para o abastecimento do SUS, diante dos problemas registrados no mercado internacional.

"Retomamos a produção de insulina no país, o que nos deixa mais seguros diante dos episódios de escassez que têm ocorrido no mercado mundial nos últimos anos. Quem usa insulina sabe que, às vezes, falta nas farmácias porque houve uma redução da produção da insulina humana em nível mundial. Essa migração para a glargina resolve parte desse problema e a retomada da produção nacional garante mais segurança no fornecimento para o Sistema Único de Saúde."

Profissionais passaram por capacitação

Para garantir a transição segura dos pacientes, a pasta promoveu uma capacitação em parceria com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

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"Foram realizadas 129 oficinas em todo o Brasil para capacitar médicos, enfermeiros e farmacêuticos da Atenção Primária na prescrição e no acompanhamento dos pacientes. Além disso, estamos preparando um curso a distância para que os profissionais estejam seguros na hora de fazer essa mudança da insulina humana para a insulina análoga."

Distribuição já começou

De acordo com a secretária, a distribuição nacional da insulina glargina começou neste mês.

"Concluímos um projeto-piloto em junho e, agora, em julho, começamos a distribuição para todos os estados da federação. Todo o Brasil já está recebendo a nova insulina. Basta o paciente procurar o seu médico e verificar se o medicamento já está disponível na unidade de saúde do seu município. Durante julho e agosto, ele estará chegando para todos os municípios brasileiros", afirmou Fernanda.

Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde já havia encaminhado cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil. Na Bahia, foram enviados 30.854 tubetes do medicamento, além de 8.126 canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação da nova insulina. A distribuição faz parte da estratégia de implantação gradual do tratamento na rede pública de saúde.

Como ter acesso

O acesso ao novo tratamento acontece por meio das Unidades Básicas de Saúde. A substituição da insulina convencional pela glargina depende de avaliação médica.

"O paciente deve procurar o seu médico na UBS, durante as consultas regulares ou para solicitar essa transição. O profissional vai avaliar se ele é elegível e, caso seja adequado, poderá prescrever a nova insulina."

Além do medicamento, os pacientes recebem uma caneta reutilizável para aplicação, válida por três anos, além das agulhas necessárias e orientações sobre o uso correto, armazenamento e acompanhamento do tratamento.

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