
As famosas canetas emagrecedoras seguem em alta no Brasil, mas o uso desenfreado desses medicamentos começou a acender um alerta entre especialistas da saúde. A perda acelerada de massa muscular em pessoas que emagrecem sem acompanhamento profissional.
Os medicamentos, conhecidos por controlar o apetite e aumentar a sensação de saciedade, ajudam na redução rápida de peso. Porém, segundo profissionais da área, muita gente está perdendo não apenas gordura, mas também músculos, o que pode causar flacidez, perda de força, fadiga e até facilitar o famoso “efeito rebote”.
O profissional de Educação Física Jauan Anselmo, especialista em fisiologia do exercício, explicou que o problema não está necessariamente nos remédios, mas no uso sem orientação médica e sem uma rotina adequada de treino e alimentação.
“Existe uma falsa sensação de que emagrecer rápido significa emagrecer bem. Muitas pessoas estão perdendo peso na balança, mas também perdendo funcionalidade, força e qualidade de vida. O músculo é um tecido essencial para proteção metabólica, mobilidade e envelhecimento saudável”, alertou.
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Estudos científicos já começaram a reforçar essa preocupação. Uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine mostrou que pacientes que utilizaram semaglutida tiveram grande perda de peso, mas parte significativa dessa redução veio da perda de massa magra. Outro estudo da Universidade Federal de Santa Catarina destacou que musculação e exercícios resistidos ajudam a preservar os músculos durante o emagrecimento.
Segundo Jauan, o treino de força deixou de ser apenas uma opção estética e passou a ser fundamental para quem usa esse tipo de medicamento. “Quando o indivíduo perde músculo junto com gordura, ele passa a gastar menos energia naturalmente. Isso facilita o efeito rebote e compromete a saúde”, explicou.
