
Agora que o Carnaval acabou e a rotina começa a voltar ao normal, muitos foliões têm sentido no corpo os reflexos dos dias intensos de festa. Dores musculares, entorses, lesões ortopédicas e até fraturas estão entre as principais queixas registradas nas unidades de saúde.
No período pós-folia, o alerta é para não ignorar os sinais do corpo. Longas horas em pé, pulos constantes, uso de calçados inadequados, viagens extensas e excesso de esforço físico contribuem para o aumento de problemas como dores lombares e cervicais, entorses de tornozelo e joelho, além de lesões por esforço repetitivo.
De acordo com o coordenador médico do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade pública administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, Erenaldo Junior, o pós-Carnaval costuma concentrar um número significativo de atendimentos com esse perfil.
“O mais importante é ter atenção para dores persistentes, dores articulares, musculares, inchaços ou limitações de movimento. Nesses casos, o correto é procurar um ortopedista para que o tratamento seja feito de forma adequada, tanto do ponto de vista medicamentoso quanto de reabilitação, evitando afastamento do trabalho e piora na qualidade de vida”, orienta o médico.
Casos mais leves, como dores musculares sem inchaço ou limitação de movimento, podem ser tratados inicialmente com repouso, compressas frias nas primeiras 48 horas e uso de analgésicos simples, sempre com orientação médica.
Leia Também:
Mais dicas
Por outro lado, dores intensas, inchaço acentuado, dificuldade para caminhar, deformidades ou sintomas que persistem por vários dias exigem avaliação imediata de um especialista. Segundo o ortopedista, forçar o corpo nesse momento pode agravar o quadro e prolongar a recuperação.
A recomendação é retomar as atividades físicas de forma progressiva. Caminhadas curtas, alongamentos para membros inferiores, superiores, coluna e pescoço, além de exercícios de baixo impacto, ajudam a reduzir a rigidez muscular e melhorar a circulação.
“Forçar o corpo logo após o Carnaval aumenta o risco de novas lesões. O retorno deve ser gradual e respeitando os limites individuais”, reforça Erenaldo Junior.
No Hospital Ortopédico, são realizados, em média, 300 atendimentos ambulatoriais por dia, via Sistema de Regulação do Estado, responsável pelo agendamento conforme a classificação de risco e a disponibilidade da rede.
A orientação é clara: sentiu dor persistente ou qualquer sinal de alerta após a folia? Procure atendimento médico e evite transformar a ressaca do Carnaval em um problema de saúde mais sério.
*Sob a supervisão do editor Anderson Orrico
