
Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, é importante esclarecer informações equivocadas que ainda fazem parte da rotina de muitas famílias.
Para ajudar a desmistificar algumas das principais crenças sobre a amamentação, o médico e naturopata Áureo Augusto explica o que a ciência e a experiência clínica mostram sobre o tema.
Apesar de ser reconhecida como a alimentação mais nutritiva e completa para o bebê nos primeiros meses de vida, a amamentação ainda é cercada por mitos que podem aumentar a insegurança das mães.
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Confira alguns dos equívocos mais comuns sobre o aleitamento materno:
Mito 1: “Meu leite demorou a descer. Meu bebê vai passar fome.”
- A demora na chegada do leite nem sempre representa um problema.
- De acordo com o médico, o processo é natural e o recém-nascido já nasce com reservas de gordura capazes de suprir as necessidades nesse período inicial.
“O principal estímulo para que o leite venha é justamente o bebê sugar o peito. Quanto mais cedo e com maior frequência ele for estimulado a mamar, maior tende a ser a produção do leite”, explica.
Mito 2: “Existe leite materno fraco?”
- O leite materno é considerado um alimento completo e fornece todos os nutrientes necessários para o bebê até os seis meses de vida.
- Sua composição se adapta às necessidades da criança ao longo do desenvolvimento.
- Mesmo mulheres com alimentação inadequada costumam produzir leite de qualidade, exceto em situações extremas de desnutrição grave.

Mito 3: “Amamentar serve apenas para alimentar o bebê.”
- O contato físico fortalece o vínculo entre mãe e filho e favorece o desenvolvimento emocional da criança.
- O leite materno também contribui para a formação de uma microbiota intestinal saudável.
- Além disso, a amamentação fortalece o sistema imunológico e auxilia no desenvolvimento adequado dos maxilares, da arcada dentária e da fala.
Mito 4: “Quando o leite demora a vir, não há nada que possa ser feito.”
- Embora a sucção frequente do bebê seja o principal estímulo para a produção do leite, alguns hábitos podem contribuir para esse processo.
- A recomendação médica é que as mães mantenham uma boa hidratação, adotem uma alimentação natural rica em frutas, legumes e alimentos integrais e contem com acompanhamento profissional durante o período de amamentação.
- Medidas tradicionais como o consumo de mingau de aveia, chás específicos e chá de folhas de algodão, sempre como medidas complementares e individualizadas, que não substituem a orientação dos profissionais de saúde.

Mito 5: “A amamentação depende apenas da mãe.”
- O sucesso da amamentação também passa pela rede de apoio. O puerpério é marcado por intensas mudanças físicas e emocionais, e o suporte do parceiro, familiares, amigos e profissionais de saúde pode fazer toda a diferença.

