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Saúde - 01/04/2026, 07:30 - Vitória Sacramento

Clínica abre vagas para estudo sobre a hanseníase

O estudo busca comparar a eficácia e a segurança de um novo esquema medicamentoso

Marca da hanseníase
Marca da hanseníase |  Foto: Reprodução/AI4Leprosy

Uma pesquisa clínica em andamento em Salvador pode representar um avanço significativo no tratamento da hanseníase no Brasil. A Clínica IBIS está com vagas abertas para um estudo que avalia uma nova estratégia terapêutica com potencial para reduzir pela metade o tempo de tratamento da doença, atualmente estimado em cerca de um ano.

De acordo com a coordenadora de pesquisa da clínica, Carla Souza, o estudo busca comparar a eficácia e a segurança de um novo esquema medicamentoso com o protocolo padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde. “A nova abordagem, com o uso de um medicamento inovador, visa tornar o tratamento da hanseníase mais curto e com menos efeitos colaterais”, explica.

Podem participar voluntários com 15 anos ou mais que tenham diagnóstico de hanseníase na forma multibacilar. A inclusão, no entanto, depende da avaliação dos critérios de elegibilidade definidos pelo protocolo da pesquisa. Os participantes terão acesso gratuito a acompanhamento com equipe multiprofissional, exames laboratoriais e medicações ao longo de todo o estudo.

O recrutamento segue aberto por tempo limitado, com previsão até o segundo semestre de 2026. Interessados podem entrar em contato com a equipe da clínica por e-mail ([email protected]) ou pelo WhatsApp (71) 99132-9101.

A hanseníase é uma doença infecciosa que pode se manifestar por meio de manchas na pele, mais claras, avermelhadas ou acastanhadas, acompanhadas de perda de sensibilidade ao calor, dor ou toque. Também são comuns sintomas como formigamento, dormência em mãos e pés e fraqueza muscular. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou mais de 309 mil casos da doença entre 2014 e 2023, o que mantém o problema como um desafio de saúde pública.

Responsável pelo estudo, o dermatologista Gleison Duarte destaca a importância do tratamento precoce. “O tratamento para a hanseníase é fundamental para evitar sequelas permanentes, como incapacidades físicas, além de interromper a transmissão e aumentar significativamente as chances de cura”, afirma. Ele acrescenta que pesquisas clínicas são essenciais para ampliar as opções terapêuticas e tornar os tratamentos mais eficazes e seguros.

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Além de analisar a resposta ao novo esquema medicamentoso, o estudo também irá avaliar os impactos na qualidade de vida dos pacientes e monitorar possíveis complicações associadas à doença.

A coordenadora Carla Souza alerta que, apesar dos avanços no controle da doença, a hanseníase ainda não foi eliminada na Bahia. “A meta é alcançar menos de um caso por 10 mil habitantes, patamar que o estado ainda não atingiu. Além disso, o registro de casos em menores de 15 anos indica transmissão recente e contínua”, ressalta. Segundo ela, iniciativas como essa são fundamentais para aprimorar o diagnóstico, ampliar o acesso ao tratamento e reduzir a circulação da doença na população.

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