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Parto com mais humanidade - 15/05/2023, 07:00 - Da Redação

Bahia segue tendência mundial de parto humanizado

Novas unidades estaduais contam com tecnologia e equipamentos de ponta, sem deixar de lado o principal: carinho e cuidado

Bahia segue tendência mundial de parto humanizado
Bahia segue tendência mundial de parto humanizado |  Foto: Bárbara Silveira / Saúde GovBA.

No nariz da pequena Emanuele, um curativo cortado em formato de coração serve para prender a sonda que alimenta a recém-nascida de pouco mais de 20 dias. Emanuele e a irmã, Aurora, são as primeiras filhas de Sarah Aguiar e nasceram prematuras na Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

"Apesar de simples, o gesto da equipe que cuida da gente representa muito, significa o carinho e o atendimento maravilhoso que recebemos aqui desde o momento que chegamos", diz Sarah, que deu à luz por meio de uma cesariana.

Aliado ao cuidado que chama a atenção de Sarah, o atendimento especializado com toda a infraestrutura que Emanuele e Aurora tiveram acesso só foi possível graças aos últimos investimentos feitos pelo governo da Bahia na ampliação da rede de atendimento à gestante. Somente nos últimos 13 anos, mais de R$ 254 milhões foram investidos na construção de novas maternidades e na reforma e ampliação de unidades já existentes — como a Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto —, garantindo o atendimento para casos de média e alta complexidade para os 417 municípios.

Além de contar com infraestrutura de ponta, as maternidades seguem as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), que preconiza aos profissionais de saúde um olhar diferenciado ao paciente que necessita, além dos cuidados médicos de praxe, de acolhimento, buscando efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

Superintendente de Atenção Integral à Saúde da Sesab, Igor Lobão explica que o investimento vai além da mera construção de novas maternidades, como o Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, a Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra, e a Maternidade de Camaçari.

"Na reconstrução, reformulação e ampliação da rede materno-infantil nós não estamos olhando apenas entregar leitos de alto risco e de risco habitual: estamos olhando a humanização no cuidado em toda a complexidade que a mulher vai demandar”, relata.

“Estamos entregando unidades com a possibilidade de realização de partos cirúrgicos, com terapia intensiva neonatal, com todo cuidado que a criança vai precisar, mas também pensando na humanização, a qual é o foco principal que nós temos."

Equipamentos

Na prática, além do cuidado das equipes multidisciplinares, a humanização pode ser notada nos equipamentos e na infraestrutura — fatores que garantem às futuras mães partos mais respeitosos e com recursos de ponta garantidos pelo SUS. Nas maternidades estaduais inauguradas nos últimos anos, mulheres em trabalho de parto passaram a contar com equipamentos como bola, banqueta, cavalinho e barra de apoio, que auxiliam no alívio da dor, reforçando a relação de respeito e de cuidado que os profissionais de saúde estabelecem com as pacientes.

Aos 21 anos, Karoline Amaral descobriu que estava grávida e decidiu que a primeira filha viria ao mundo por parto natural. Nove meses depois, já com a pequena Eloá nos braços, a moradora de Arembepe, em Camaçari, comemora a realização de um sonho. "Foi tudo maravilhoso, amei cada segundo”, lembra Karoline. “Já tinham me falado que a maternidade era uma das melhores, e resolvi ter minha filha aqui."

Durante todo o trabalho de parto, Karoline contou com a presença de uma acompanhante – sua mãe – e fez uso de recursos como a banheira de hidromassagem e a bola de pilates para amenizar as dores. "A estrutura me surpreendeu muito”, afirma. “A banheira me ajudou demais com as dores e consegui, graças a Deus, parir minha filha em um parto natural."

Inaugurada em setembro do ano passado, a Maternidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, é um exemplo dos novos modelos que vêm sendo implementados na Bahia. Com 105 leitos, a unidade realiza partos de risco habitual e alto risco, recebendo gestantes sob demanda espontânea e por meio da Central Estadual de Regulação (CER). Até o início de maio, a maternidade realizou mais de 2 mil partos, a maioria normais.

"Aqui, quando a mulher inicia o trabalho de parto, ela tem a opção de ir para um espaço que chamamos de ‘suíte PPP’, que é um quarto com banheiro e até banheira”, explica a diretora da unidade, Aline Costa. “Nesse local, ela tem a oferta de todos os métodos que chamamos de não farmacológicos, como a bola, o cavalo e demais recursos, além da equipe médica. Ela tem a opção de parir de cócoras, de lado, é garantido a ela o poder de escolha."

Diretor da Maternidade Frei Justo Venture, de Seabra, na Chapada Diamantina, Robson Luiz de Souza explica que os métodos não ficam restritos ao alcance das gestantes da região metropolitana. “Na Frei Justo, nós também temos em todas as salas de parto os equipamentos usados para a analgesia e para um parto mais humanizado”, explica.

“No cavalinho e na bola, por exemplo, a paciente consegue preparar a pélvis, diminuindo as dores e facilitando o parto”, destaca Souza. “Além disso, todas as gestantes são assistidas por médicos e enfermeiros obstetras e têm a participação do acompanhante em todo o processo, feito em ambiente climatizado e acolhedor. A unidade trabalha com tecnologia de ponta, sem deixar de lado o principal: carinho e cuidado.”

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