
Diante do registro anual de casos de raiva em morcegos, a Prefeitura de Salvador alerta para a prevenção da doença. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) oferece vacinação antirrábica para cães e gatos em aproximadamente 94 unidades de saúde do município. A imunização está disponível durante todo o ano.
O aviso ocorre próximo da campanha nacional de vacinação antirrábica. A previsão é que a campanha nacional ocorra entre julho e agosto.
Segundo a médica-veterinária e chefe do Setor de Informações em Zoonoses, Ana Lúcia Galvão, o principal risco é quando cães ou gatos entram em contato com morcegos infectados, especialmente aqueles encontrados caídos e com alteração de comportamento.
De acordo com ela, Salvador está cerca de 15 anos sem registrar casos de raiva em cães e gatos que são animais domésticos, mas adverte: “Apesar disso, não houve um ano sequer sem registros de raiva em morcegos. Este ano, já testamos três morcegos positivos”, alerta.
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“O cão ou gato pode tentar brincar com o morcego e acabar sendo mordido, contraindo a raiva. Quando isso acontece na rua, o tutor pode não perceber. Pode ser uma mordida ou arranhão pequeno, que passa despercebido. Nesses casos, o animal pode desenvolver a doença, principalmente se não estiver vacinado. Por isso, a vacinação é tão importante”, continua
Perigo da raiva
A raiva é transmitida ao humano pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura ou lambedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. A doença não tem cura.
A recomendação é não matar os morcegos, já que exercem papel essencial no equilíbrio ecológico. Acione o CCZ sempre que forem observados morcegos com comportamento incomum, como voar durante o dia, entrar em residências, bater em paredes ou cair no chão.
A raiva se multiplica nas células musculares, atingindo o sistema nervoso central. Por isso, os sintomas são predominantemente neurológicos, tanto em humanos quanto em animais.

Entre os sinais estão irritabilidade intensa, alucinações, convulsões, paralisia, tremores, dormência na região afetada e alterações de sensibilidade.
“Existem apenas três casos registrados no mundo de sobrevivência à raiva, mas os pacientes ficaram com sequelas graves. É uma doença com quase 100% de letalidade”, afirma a veterinária.
Como vacinar
As campanhas de vacinação são realizadas anualmente nos bairros da cidade. A previsão é que a campanha nacional ocorra entre julho e agosto.
Filhotes podem ser imunizados a partir dos 90 dias de vida. Após 30 dias, devem receber uma segunda dose de reforço. A partir daí, a vacinação passa a ser anual.
