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Opção - 26/05/2026, 16:30 - Da Redação

FGTS já pode ser usado no Desenrola 2.0 para quitar dívidas

Para aderir ao programa, o trabalhador precisa procurar um banco participante e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0

Além das agências bancárias, cerca de 10 mil unidades dos Correios também receberão adesões
Além das agências bancárias, cerca de 10 mil unidades dos Correios também receberão adesões |  Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os trabalhadores já podem consultar, a partir desta segunda-feira (25), os valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponíveis para uso no programa Desenrola 2.0. A medida permite utilizar até 20% do saldo do fundo, limitado a R$ 1 mil, para renegociar dívidas em atraso.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o dinheiro será transferido diretamente pela Caixa Econômica Federal para as instituições credoras após a formalização do contrato.

Como funciona a utilização do FGTS

Para aderir ao programa, o trabalhador precisa procurar um banco participante e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0. Além das agências bancárias, cerca de 10 mil unidades dos Correios também receberão adesões.

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Após a consulta do saldo, os bancos terão prazo estimado de até 30 dias para concluir as operações junto à Caixa. O objetivo é facilitar a quitação ou amortização das dívidas.

Governo projeta bilhões em renegociações

O Ministério da Fazenda estima que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser usados no programa. Apesar disso, o governo acredita que o valor total não será totalmente utilizado pelos trabalhadores.

Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, o limite foi definido para preservar o equilíbrio financeiro do fundo e evitar retiradas excessivas.

Programa já renegociou R$ 10 bilhões

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Desenrola 2.0 já movimentou R$ 10 bilhões em renegociações até meados de maio. Mais de 1 milhão de operações foram realizadas.

O programa oferece descontos de até 90% sobre dívidas antigas, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes.

Quem pode participar

Podem aderir trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos e possuem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.

A renegociação inclui débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

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