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PRÉDIO NO RIO VERMELHO - 29/08/2025, 07:22 - Da Redação - Atualizado em 29/08/2025, 07:33

Zelador passa por audiência de custódia; veja detalhes do crime

Homem ateou fogo em um prédio e espancou uma mulher

Incêndio colocou prédio em risco, no Rio Vermelho
Incêndio colocou prédio em risco, no Rio Vermelho |  Foto: José Simões/Ag A TARDE

O zelador suspeito de espancar uma moradora e incendiar um prédio no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, recebeu alta médica do Hospital Geral do Estado (HGE) e será apresentado à Justiça em audiência de custódia nesta sexta-feira (29).

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O homem é investigado por tentativa de feminicídio e dano qualificado por uso de substância inflamável. A vítima, a professora Núbia Pimentel, de 41 anos, segue internada em estado grave, em coma induzido, após sofrer múltiplas fraturas, principalmente na região da face.

Câmeras de segurança instaladas no prédio registraram parte da ação criminosa. As imagens mostram o momento em que o suspeito chegou ao local com um galão de gasolina, entrou no elevador e, pouco depois, uma explosão e grande quantidade de fumaça tomaram o ambiente.

Passo a passo do zelador

• 5h25 – o zelador chegou ao prédio cambaleando. Até 5h29, foi visto circulando nas dependências do condomínio;
• 5h29 a 6h21 – o suspeito saiu do prédio;
• 6h21 – retornou de motocicleta, carregando um galão de combustível;
• 6h34 – entrou no elevador com o galão;
• 6h35 – houve uma explosão e fumaça no elevador, logo após ele sair em um dos andares. A suspeita é de que tenha despejado gasolina nas portas de apartamentos e ateado fogo;
• 6h51 – voltou ao playground e pulou para a garagem, sendo visto por outros moradores.

O prédio não tem câmeras nos corredores dos andares, por isso ainda não se sabe o momento exato em que o apartamento da professora foi arrombado e ela agredida.

Imagens das câmeras de segurança registraram parrte da ação do funcionário
Imagens das câmeras de segurança registraram parrte da ação do funcionário | Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

Possível motivação

De acordo com relatos de moradores, o crime pode ter sido motivado pela possibilidade de demissão. O zelador, que trabalhava há mais de dez anos no local e morava com a família em um anexo do prédio, teria visto em um grupo de mensagens uma conversa sobre sua possível substituição.

Moradores também relataram que o funcionário costumava tratar alguns condôminos de maneira diferenciada, com atrasos na coleta do lixo e na entrega de encomendas.

Possível demissão teria influenciado atitude do zelador
Possível demissão teria influenciado atitude do zelador | Foto: José Simões/Ag A TARDE

Denúncia de assédio

Além disso, a professora Núbia havia registrado em janeiro deste ano uma queixa de assédio contra o funcionário no livro de ocorrências do condomínio, após receber uma mensagem com convite para beber vinho durante a noite.

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