A movimentação na rede pública de saúde de Salvador terminou com a prisão de um homem considerado peça-chave do tráfico no Complexo do Nordeste de Amaralina. Baleado, ele procurou atendimento médico na madrugada desta quarta-feira (8) e acabou identificado por equipes policiais.
Fabio Costa, conhecido pelo vulgo de “Binho” e "Anjo", deu entrada em uma unidade de saúde, no bairro do Canela, utilizando um nome falso, após ser atingido por disparos após trocar tiros com agentes do 30° Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Conforme informou a Polícia Civil ao MASSA!, por conta da necessidade de cuidados mais intensivos, houve a transferência para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde ele permanece custodiado.
Em contato com a reportagem, uma fonte ligada ao hospital detalhou parte do processo que envolveu a situação de "Binho":
Ele chegou no hospital cobrando correria no atendimento, disse que ‘não podia ficar muito tempo aqui não [na unidade]. Os policiais inclusive notificaram possíveis locais de fuga nas redondezas, já que ele é cabeça cara, e pediram reforço, porque a qualquer momento poderia chegar os meninos para tirarem ele. Durante um procedimento de saúde, ele disse: ‘não sabem com quem tão mexendo, que me deixem tranquilo para eu não meter a por** em todo mundo’.
Cabeça cara do Complexo
Contra “Binho” já existia mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais da capital baiana. A ordem judicial foi cumprida pela Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).
O homem é mencionado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) com atuação no Nordeste de Amaralina, onde exerceria função estratégica na coordenação do tráfico da localidade.
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Ele também é apontado pelo envolvimento na morte do cabo Glauber Rosa dos Santos, atingido por um tiro na cabeça durante confronto no Vale das Pedrinhas, em 3 de fevereiro deste ano.

Além dos episódios envolvendo policiais, o indivíduo já havia sido detido anteriormente. Com histórico criminal considerado extenso, ele integrou o grupo capturado após manter seis moradores reféns dentro de uma residência no bairro de Santa Cruz, em 2019.
Naquele caso, ele e outros quatro homens responderam por porte ilegal de arma de fogo, resistência, cárcere privado e tráfico de drogas.