
A morte de um traficante de vulgo "Goiabada", na tarde de segunda-feira (6), no bairro Nordeste de Amaralina, em Salvador, acendeu um alerta para os casos de tiroteios na região em 2026. A guerra armada entre suspeitos e policiais tem aumentado a sensação de insegurança entre a população.
Conforme dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado, foram registrados cerca de seis tiroteios na região este ano, o que resultou em pelo menos 18 vítimas, sendo 15 mortas e três feridas.
No recorte de apenas os três primeiros meses do ano, já que abril ainda tem poucos dias, os números apontam uma média de seis vítimas e dois tiroteios por mês.
Casos e destaque
Duas ocorrências chamaram atenção. A primeira ocorreu no dia 3 de fevereiro, quando o cabo da Polícia Militar (PM), Glauber Rosa dos Santos, de 42 anos, morreu após ser baleado na cabeça. Ele participava de rondas no Vale das Pedrinhas quando houve um confronto com criminosos.
Horas após o fato, cerca de oito homens morreram após tiroteios com policiais militares no complexo da região. Os nomes não foram divulgados.
Já em março, quatro suspeitos morreram após confronto com policiais militares durante rondas. Segundo a corporação, ao menos dez suspeitos participavam da ação, mas seis conseguiram fugir.
Insegurança
Devido às ocorrências, a sensação de insegurança deixa os moradores cismados com a região. O confronto e morte do traficante na segunda-feira (6) fez o serviço de ônibus no Vale das Pedrinhas, no bairro do Nordeste de Amaralina, ser interrompido na manhã desta terça-feira (7), sem previsão de retorno.
