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PAI E FILHO DO CABRUNCO - 06/02/2026, 07:05 - Da Redação

Humorista e filho encaram júri popular por assassinato de miss baiana

Recusa da vítima sobre um relacionamento com o suspeito teria motivado o crime

Raíssa Suelen Ferreira da Silva
Raíssa Suelen Ferreira da Silva |  Foto: Reprodução/Instagram @raiissawalker

O humorista Marcelo Alves dos Santos e o filho Dhony de Assis irão a júri popular pelo assassinato da baiana miss teen Raíssa Suelen Ferreira da Silva, 23 anos. O crime ocorreu em 2 de junho do ano passado, em Curitiba.

O corpo da vítima foi encontrado sete dias, enrolado em uma lona, após Marcelo confessar o assassinato à polícia e mostrar a área de mata onde largou a jovem morta.

A Justiça informou que o humorista responderá por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Já o filho dele, responderá pela participação nos crimes posteriores ao homicídio: fraude processual e ocultação de cadáver. A data do julgamento ainda não foi marcada.

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Neste momento, Marcelo continua atrás das grades, enquanto Dhony responde em liberdade.

Cronologia do crime

A linha do tempo montada pela polícia, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos, detalhou os movimentos do dia do crime. Marcelo procurou a delegacia no dia 9 de junho, confessou o assassinato e indicou o local onde havia escondido o corpo, enrolado em uma lona.

Em sua confissão, Marcelo alegou que atraiu Raíssa, de 23 anos, com uma falsa promessa de emprego em São Paulo e que, ao revelar a mentira e tentar se declarar para ela, foi rejeitado. Ele afirmou que a matou estrangulada com uma abraçadeira de plástico. O humorista também declarou que o filho não teve participação direta no assassinato.

Marcelo em depoimento à polícia
Marcelo em depoimento à polícia | Foto: Reprodução/Polícia Civil

A versão do filho de Marcelo é de que ele foi acionado pelo pai e, ao chegar na residência, encontrou o corpo de Raíssa já enrolado na lona. Dhony diz que tentou convencer o pai a se entregar, mas não teve sucesso.

O jovem também defende que apenas dirigiu o carro a pedido de Marcelo até o local onde o corpo foi enterrado, mas que não saiu do veículo, não cavou a cova e nem ajudou a tirar o corpo de Raíssa do carro.

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