
A operação policial deflagrada em busca de Ednaldo Pereira dos Santos, mais conhecido como "Dada", um dos líderes da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho (CV), que atua no sul da Bahia e estava escondido no Rio de Janeiro, deixou cerca de 200 turistas "ligados" no alto do Morro Dois Irmãos, um dos pontos turísticos da comunidade do Vidigal, na manhã desta segunda-feira (20).
Grupos que visitavam o ponto turístico para acompanhar o nascer do sol foram surpreendidos por um intenso tiroteio nas proximidades do morro. Como o percurso da trilha começa no alto do Vidigal, localidade onde Dada estava escondido, os turistas ficaram impossibilitados de descer até que os disparos cessassem.
Os guias orientaram os visitantes a se sentarem para tentar se proteger de possíveis balas perdidas. O clima era de terror e desespero. Imagens feitas pelo helicóptero da GloboNews mostram os turistas amontoados no topo do Morro Dois Irmãos.
Assista:
No Rio de Janeiro, uma operação na comunidade do Vidigal deixa turistas ilhados no alto do Morro Dois Irmãos. A Polícia Civil realiza buscas para prender lideranças do Comando Vermelho. A trilha para o famoso ponto turístico do Rio começa no alto do Vidigal, e os turistas que… pic.twitter.com/WHcez8rgZJ
— GloboNews (@GloboNews) April 20, 2026
Investigação e outras prisões
Considerado uma das cabeças caras da facção baiana PCE, Dada é um dos principais alvos das forças de segurança da Bahia e do Rio de Janeiro neste momento. Ele é um dos 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024 e estava escondido sob proteção do CV na capital carioca.

Segundo informações apuradas pelo MASSA!, o chefão do PCE resistiu à voz de prisão, trocou tiros com os agentes da Polícia Civil e conseguiu fugir por uma passagem secreta da casa em que morava, saindo diretamente em uma área de mata do Vidigal. Ele ainda não foi encontrado pelas autoridades.
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A ação faz parte da Operação Duas Rosas II, que investiga lideranças criminosas na Bahia. Alguns dos envolvidos comandavam os esquemas criminosos à distância, mesmo estando foragidos, e articulando o tráfico de drogas e outros delitos no sul do estado.
Além das buscas por Dada, Núbia Santos Oliveira, a esposa de Wallas Souza Soares, vulgo ‘Patola’, foi presa. Ela é acusada de lavar dinheiro para a facção e tinha dois mandados de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas. Outro homem, que estava no imóvel armado com um fuzil, também foi preso em flagrante. Armas e drogas foram apreendidas.
