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julgamento - 24/03/2026, 09:13 - Luiza Nascimento e Victoria Isabel/Portal A Tarde

Família de Sara Freitas aposta em condenação, afirma advogado

Rogério Matos destaca expectativa positiva para julgamento dos três acusados do feminicídio

Expectativa de condenação marca retomada do caso Sara Freitas
Expectativa de condenação marca retomada do caso Sara Freitas |  Foto: José Simões/Ag A TARDE

O júri popular do caso Sara Freitas, cantora gospel assassinada, retorna nesta terça-feira (24) no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Desta vez, os três acusados — Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus, o “Bispo Zadoque”, e Victor Gabriel Oliveira Neves — vão responder pelos crimes que levaram à morte da artista.

Rogério Matos, advogado da família de Sara, disse ao Grupo A TARDE que a expectativa para o julgamento é positiva. Segundo ele, o local já registrou uma condenação anterior, a do motorista Gideão, que pegou 20 anos e 4 meses de prisão, e garante que o Fórum é seguro: “Se vocês observarem, tem mais policiais do que pessoas na rua. Então o adiamento que houve em novembro, que a defesa alegou que o local era inseguro, não é verdade”.

O advogado ainda explicou quais crimes serão alvo das acusações durante o júri: homicídio qualificado pelo feminicídio, três qualificadoras adicionais, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Sobre a família de Sara, Matos afirmou que, apesar de os acusados já estarem presos desde a decretação das prisões preventivas, o desejo é ver a condenação efetiva.

“Há uma sensação parcial de justiça, mas o que queremos de fato ver é a condenação. A condenação que, de certo, sairá aqui hoje”, relatou.

Histórico de adiamentos

O júri estava inicialmente marcado para 25 de novembro de 2025, mas foi suspenso após os advogados dos três réus deixarem o plenário de forma coletiva, alegando falta de estrutura e segurança. À época, a magistrada considerou as alegações protelatórias e determinou comunicação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apuração.

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Posteriormente, o julgamento foi redesignado para 24 de fevereiro de 2026 e depois ajustado para 3 de março, em razão de feriado local. A nova data, no entanto, também precisou ser alterada.

Relembre o crime

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sara foi morta com extrema violência. Ela teria sido atraída com um falso convite para participar de um evento religioso e executada com 22 golpes de faca.

O corpo foi posteriormente ocultado e queimado. As investigações indicam que o trio agiu de forma organizada, com divisão de tarefas e motivado por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos.

Condenação anterior

Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas pelo crime. Um dos acusados, Gideão Duarte de Lima, já foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri em 16 de abril deste ano. Ele recebeu pena de 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Segundo a acusação, Gideão foi o responsável por atrair a cantora até um local isolado, onde ela foi emboscada e morta.

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