
Uma descoberta inesperada foi um dos principais pilares para a prisão dos MCs Poze do Rodo e Ryan SP acontecer. Durante as investigações, as autoridades analisaram os arquivos que estavam guardados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, adquiridos durante uma operação anterior, em 2025, e mapeou todo o esquema criminoso que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a Polícia Federal (PF), os dados comprometedores estavam armazenados na nuvem e revelaram os principais suspeitos. Os arquivos continham comprovantes, extratos bancários, registros secretários, contratos, procuradores e conversas importantes, permitindo entender qual o papel de cada pessoa no esquema.
A quadrilha estaria integrando operadores financeiros, influenciadores digitais e artistas para promover lavagem de dinheiro por meio de rifas clandestinas, apostas ilegais, empresas de fachada, tráfico internacional de drogas, criptomoedas e uso de pessoas anônimas como “laranjas”.
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Apesar de não ter a mesma fama que outros nomes apontados pelas investigações, Rodrigo de Paula Morgado é considerado uma peça-chave do grupo, pois ele seria responsável por gerenciar o dinheiro, ocultar patrimônio, articular transferências e até auxiliar na proteção financeira dos outros envolvidos, incluindo o MC Ryan SP.
O que Poze e Ryan supostamente faziam?
Ainda de acordo com informações da Polícia Federal, MC Ryan SP foi identificado como o principal beneficiário econômico e líder da operação. O funkeiro teria usado empresas relacionadas ao entretenimento e à produção musical para lavar a grana proveniente de apostas e rifas ilegais.

Já o MC Poze do Rodo estaria ligado diretamente a empresas e estruturas financeiras relacionadas ao dinheiro ilegal, adquirido por apostas e outras rifas digitais. Ele passou por uma audiência de custódia nesta quinta-feira (16) e teve a prisão mantida.
A defesa dos artistas alegam que ainda não tiveram acesso os autos e ao teor do mandado de prisão contra eles. Os funkeiros também negam as acusações.
Além deles, a operação também cumpriu outros 37 mandados de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão em oito estados diferentes e no Distrito Federal.
