
O corpo da professora universitária e escrivã da Polícia Civil Juliana Matos de Lima Santiago, de 41 anos, foi cremado neste domingo (8), em Salvador. A cerimônia reuniu familiares e amigos no Cemitério Jardim da Saudade e marcou a despedida da vítima, assassinada a facadas dentro de uma sala de aula em Porto Velho (RO).
Juliana foi morta na noite de sexta-feira (6), durante uma aula do curso de Direito na Faculdade Metropolitana, onde lecionava Direito Penal. O crime ocorreu diante de alunos e gerou forte comoção no meio acadêmico e entre profissionais da segurança pública. O caso segue sendo investigado como homicídio qualificado.
O suspeito, João Cândido Júnior, de 24 anos, foi contido por um colega de turma, um policial militar, e preso em flagrante. Em depoimento, ele confessou o ataque, mas não apresentou motivação clara. A investigação aponta que o crime foi premeditado, já que o estudante teria levado duas facas escondidas na mochila.
A Polícia Civil de Rondônia trabalha com a tipificação de homicídio qualificado, considerando indícios de motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A apuração segue em andamento, com análise de imagens e oitiva de testemunhas.
Além da atuação como docente, Juliana era escrivã da Polícia Civil desde 2010, conciliando a carreira policial com a vida acadêmica. O corpo foi trasladado para Salvador no sábado (7), onde também foi celebrada uma missa em sua homenagem antes da cremação.
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Em nota, a instituição de ensino onde ocorreu o crime suspendeu as atividades acadêmicas e decretou luto oficial.
