
Quase completando um ano à frente da Polícia Militar da Bahia, o Coronel Antonio Carlos Silva Magalhães repercutiu nesta terça (20) às críticas sobre ações violentas na capital e Região Metropolitana, áreas que, juntas, ultrapassaram 500 mortos em operações policiais em 2025, segundo o Instituto Fogo Cruzado.
Apesar da marca expressiva, o comandante defendeu o trabalho da PM e afirmou que a corporação vem investindo fortemente na qualificação dos policiais.
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Os dados foram apresentados durante o Balanço Operacional 2025, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Segundo o levantamento, Salvador registrou a maior queda de mortes violentas em 25 anos, com redução de 22,9%.
O estado contabilizou ainda 33.723 prisões, aumento de 22,6% em relação ao ano anterior. Outro destaque foi a apreensão recorde de 138 fuzis, dentro do total de 7.585 armas retiradas de circulação, além da compra de 650 novos fuzis para reforçar a estrutura policial.
Mesmo com os números positivos, a letalidade policial segue no centro das discussões. Questionado sobre o impacto das operações nas chamadas “pessoas de bem”, o Coronel Magalhães afirmou que a prioridade é qualificar a tropa para minimizar riscos a inocentes.
“Nós temos investido na qualificação do nosso policial para ser pontual e direcionado ao criminoso, sem consequências adversas daquilo que a gente não espera. A gente quer atuar de forma contundente contra o crime, mas com respeito ao cidadão que nos abraça”, disse.

Ao comentar acusações feitas por moradores de que policiais chegam atirando sem verificar quem está no local, o comandante destacou que todas as denúncias são investigadas imediatamente.
“A gente não se preocupa tanto com as acusações, mas com abrir procedimentos para apurar e chegar à verdade. Nosso foco é melhor qualificar o policial militar. Todo PM do estado está passando por capacitação para melhor servir à população.”
Um ano de gestão
Perto de completar um ano no comando da PM, Magalhães avaliou que a ampliação da presença policial nas ruas teve impacto direto na redução da criminalidade.
“Nossa ação preventiva tem sido mais evidente. Tiramos policiais da administração e colocamos na ponta, fazendo trabalho ostensivo. Isso contribuiu muito para a queda dos números”, afirmou.
Sobre áreas mais críticas, o coronel disse que o trabalho é guiado pela inteligência: “Não tem bairro em que a PM não tenha atuado. A inteligência nos direciona para onde há conflito, e a polícia está presente para conter a violência e preservar a ordem, que é nossa função primária.”
