
A casa caiu para a vereadora Tatiana Medeiros (PSB-PI). Na manhã de quinta-feira (3), a Polícia Federal prendeu a parlamentar, suspeita de ter fechado um acordo com uma facção criminosa para bancar sua campanha nas eleições de 2024. A ação faz parte da segunda fase da Operação Escudo Eleitoral.
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As investigações começaram logo depois da apuração dos votos do ano passado, quando as forças policiais identificaram sinais de que Tatiana teria contado com o apoio financeiro grupo criminoso que atua no Piauí. Conforme informações do portal Metrópoles, o cerco fechou de vez quando a vereadora, que foi encurralada em um condomínio na Zona Leste de Teresina, teria desviado dinheiro público da ONG que fundou, a 'Vamos Juntos'. A Justiça suspendeu as atividades da organização e proibiu novos repasses de grana.
Tatiana foi eleita com 2.925 votos, mas seu futuro político já está balançando. Washington Bonfim, secretário de Planejamento do Estado e presidente do PSB em Teresina, afastou a vereadora do cargo de secretária-geral do partido para evitar mais crise. Ela, no entanto, não gostou e chamou a decisão de "ditatorial".
No entanto, a PF não mirou só na vereadora. A operação cumpriu oito mandados, incluindo dois de prisão preventiva, três de busca e apreensão e três de afastamento de função pública. A investigação atinge gente da Câmara de Teresina, da Assembleia Legislativa e até da Secretaria de Saúde do estado.