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STF bate o martelo e amplia licença-maternidade para 180 dias

Regra vale para mães biológicas e adotantes

Licença-maternidade foi estendida para 180 dias
Licença-maternidade foi estendida para 180 dias |  Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar as regras da licença-maternidade e da licença para adoção. Com a decisão, mães biológicas e adotantes passam a ter direito ao mesmo período de afastamento: 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, chegando a 180 dias.

A regra vale para trabalhadoras contratadas pela CLT, servidoras públicas federais e militares, independentemente do vínculo profissional. O julgamento foi concluído no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7495, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2023.

E para quem adota?

Uma das principais mudanças envolve as mães adotantes. O STF decidiu que o período da licença não pode ser reduzido de acordo com a idade da criança.

Ou seja: não importa se a criança adotada é bebê, maior ou está em outra faixa etária. A mãe terá direito ao mesmo período de afastamento garantido às mães biológicas.

A Corte também definiu que a licença pode começar a ser contada a partir do nono mês de gestação, do parto, da adoção ou da obtenção da guarda para fins de adoção. Nos casos de internação, o prazo começa a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, considerando quem deixar o hospital por último.

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Regra já vale a partir de agora

A decisão tem aplicação imediata e alcança não só novas licenças, mas também afastamentos que estavam em andamento quando o julgamento foi concluído.

Quem já encerrou a licença, porém, não terá o período reaberto.

A discussão chegou ao Supremo após o MPF apontar diferenças nas regras de acordo com o tipo de vínculo profissional e a situação da trabalhadora. O entendimento firmado pela Corte foi de que mães biológicas e adotantes devem receber tratamento igual nesse ponto.

Licença não poderá ser dividida entre mãe e pai

O STF também analisou um pedido para permitir que o período da licença fosse compartilhado livremente entre os integrantes do núcleo familiar.

Esse pedido, porém, foi rejeitado. Para os ministros, a criação de uma regra específica sobre compartilhamento da licença parental deve ser feita pelo Congresso Nacional.

Lula comemora decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão nas redes sociais. Em publicação no X, ele lembrou que já defendia a ampliação da licença de quatro para seis meses e afirmou que a medida representa mais tempo para as mães ficarem com os filhos.

“Defendi a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses – e essa conquista acaba de ser confirmada no Supremo. Isso me enche de felicidade”, escreveu Lula.

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