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Crise interna -

STF afasta diretor da PF após polêmica com Alexandre de Moraes

A decisão veio a partir de um questionamento do partido Novo

O entendimento do ministro foi o de que havia uma “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de relatórios de inteligência da PF
O entendimento do ministro foi o de que havia uma “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de relatórios de inteligência da PF |  Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Além do diretor, o ministro também afastou o delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da corporação.

O entendimento do ministro foi o de que havia uma “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de relatórios de inteligência da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.

Dessa forma, votaram com o relator os ministros Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes pediu vista quando ainda faltava o voto do ministro Dias Toffoli. Com a maioria, a decisão é considerada referendada pela Segunda Turma.

Por que eles foram afastados?

A decisão veio a partir de um questionamento do partido Novo após, na semana passada, Moraes ter tornado público um relatório pedindo à Fachin que investigasse Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Alegou direcionamento nas investigações.

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Nesta terça-feira (8), na decisão liminar de afastamento do diretor da PF, Mendonça rebateu dizendo que Alexandre Moraes usou um relatório feito pela Polícia Federal sem assinatura, sem timbre ou qualquer símbolo gráfico.

Prazo para explicações

Enquanto isso, corre o prazo dado por Fachin para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça dêem explicações sobre os fatos da última semana, quando a crise teve uma escalada. O prazo termina na sexta-feira.

Depois das explicações dos dois, caberá à Fachin decidir se leva o caso à plenário em sessão aberta ou fechada. Ele pode, ainda, convocar uma reunião reservada no gabinete para que os colegas ministros decidam como conduzir a crise interna.

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