
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) avaliou o Processo de Eleição Direta (PED) para a escolha das novas direções municipais e estaduais do Partido dos Trabalhadores. O chefe do Executivo afirmou que não irá se intrometer no assunto, mas espera que o nome escolhido contribua para a unidade da sigla.
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Jerônimo destacou que a escolha dos diretores terá impacto direto nas eleições legislativas e executivas de 2026.
“Eu espero que seja um nome que incorpore, um nome que dialogue bem com as tendências e com os prefeitos. Nós chegamos a 50 prefeitos no Estado da Bahia e temos a responsabilidade de ajudá-los a governar. Não é o governador, é o partido que tem que apoiar e ajudar. E, com o governo Lula, isso é melhor, porque temos recursos federais vindo para os municípios. Então, estou aguardando. Vocês já conhecem meu estilo: eu quero unidade, eu preciso dela. Não quero gastar energia dentro do partido, quero gastar energia depois para fortalecer o Partido dos Trabalhadores”, afirmou Jerônimo.
“Nós temos as tendências, que dão suporte a todos nós — dirigentes municipais do partido, mas também dirigentes que ocupam cargos no Legislativo e no Executivo. Estou aguardando porque essa presidência agora será responsável por coordenar as eleições para deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da República”, enfatizou.
Além disso, Jerônimo comentou sobre a eleição para a 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Ele lembrou que o PT respeitou o direito do PSD, como maior partido da Casa, de ocupar a presidência. A bancada petista já decidiu apoiar a deputada Fátima Nunes (PT), mas a candidatura de Júnior Muniz (PT) gerou uma indefinição na disputa.
“Na Assembleia, eu não interferi, mas desejava que houvesse um nome de consenso. E conseguimos construir um ambiente seguro. Havíamos programado que a escolha seguiria a proporcionalidade, então o partido com mais deputados, o PSD, assumiria a presidência, e assim foi. Quando percebemos que poderia haver um risco com o deputado Adolfo, garantimos, começando pelo PT, que houvesse uma retaguarda para que, caso algo ocorresse com Adolfo, como de fato aconteceu, o PSD continuasse na liderança para evitar tumultos na Casa. Agora estamos passando por um momento de indefinição sobre a escolha do vice. Espero que a maturidade da Câmara de Deputados e da Assembleia prevaleça, pois isso não pode ser o foco principal da disputa. Não se trata de uma questão de concepção política, mas de um nome que fortaleça a Casa”, concluiu.