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Quem é Renan Santos, candidato à presidência proibido de ir a debates

Fundador do MBL e primeiro presidente do partido Missão, ele concorre pela primeira vez à Presidência ao lado do vice Aroldo Medina

Renan é o primeiro  presidente do partido Missão
Renan é o primeiro presidente do partido Missão |  Foto: Felipe Soares/ Divulgaçaõ Missão

O nome do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a ganhar destaque nesta segunda-feira (31), após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impor uma série de restrições à sua campanha.

A decisão, tomada no domingo (30), suspendeu parte da propaganda eleitoral da chapa, bloqueou o acesso a recursos do Fundo Eleitoral e proibiu a participação do candidato em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios. A medida também atinge o vice na chapa, Aroldo Medina.

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Quem é Renan Santos

Nascido em São Paulo em 14 de fevereiro de 1984, Renan Antônio Ferreira dos Santos formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Ele ganhou projeção nacional como uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo do qual é um dos fundadores, atuando como coordenador durante os protestos que pediam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em novembro de 2025, Renan se tornou o primeiro presidente do partido Missão. Aos 42 anos, ele disputa a Presidência da República em sua estreia em uma eleição presidencial. A chapa tem Aroldo Medina como vice, e a dupla concorre com o número 14.

Por que a campanha foi restringida?

Segundo o TSE, a decisão de Toffoli tem origem em um adiamento do julgamento do registro de candidatura da chapa do Missão, ocorrido no fim de semana. Na ocasião, o ministro já havia identificado indícios de irregularidades no cumprimento das regras eleitorais sobre a declaração das contas usadas na campanha.

Como relator do pedido de registro de candidatura de Renan, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral veiculada em perfis não informados à Justiça Eleitoral.

De acordo com o ministro, esses perfis não declarados estariam sendo usados para divulgar conteúdo favorável à candidatura, o que ele classificou como uma "omissão estratégica" por parte dos candidatos, já que a legislação eleitoral exige que todas as contas usadas na propaganda sejam apresentadas no momento do registro.

O que muda na prática

Com a decisão, a campanha de Renan Santos passa a enfrentar três restrições principais:

➡️ Suspensão da propaganda digital nos perfis não declarados,
➡️ Bloqueio de repasses do Fundo Eleitoral
➡️ Impedimento de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros veículos.

Ainda nesta segunda, o candidato se pronunciou nas redes sociais, onde afirmou que, neste momento, não há o que fazer, mas que deve tentar recorrer da decisão:

“Eu tô pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu. Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico, por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos — que são milhares — também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo. Nenhuma candidatura deve ser suspensa assim. Nesse instante, a própria imprensa que me critica está dizendo que a decisão é antidemocrática e absurda. Mas o que é que eu posso fazer? Eu poderia dizer assim: decisão ilegal não se cumpre. E, de fato, tô publicando esse vídeo aqui sem poder. Mas as redes sociais serão derrubadas logo mais”, diz em trecho de vídeo.

Veja pronunciamento completo:

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