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Prefeita baiana é acusada de exonerar servidora por voto em Lula

Tânia Yoshida nega perseguição política

Tânia Yoshida negou que tenha pressionado servidores
Tânia Yoshida negou que tenha pressionado servidores |  Foto: Divulgação/PSD

A prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD), virou alvo de uma polêmica após ser acusada de perseguir funcionários que não apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Uma ex-servidora denunciou que teria sido demitida após declarar seu voto no presidente Lula (PT). O caso veio à tona nesta quinta-feira (29).

A confusão teria começado durante as comemorações do aniversário do município, quando vereadores de oposição questionaram atrasos em pagamentos. Depois do episódio, Tânia teria chamado funcionários para conversas particulares e pressionado os servidores a votar em Flávio Bolsonaro, sob o argumento de que seria a melhor escolha para a cidade.

Uma das funcionárias, que preferiu não se identificar, relatou que declarou apoio a Lula durante uma dessas conversas. A prefeita teria interpretado o posicionamento como uma afronta e comunicado sua demissão. A exoneração foi oficializada no Diário Oficial do Município na segunda-feira (26), um dia após a eleição. A ex-servidora também afirmou ter sido exposta por radialistas da região, que teriam chamado funcionários contrários à prefeita de traidores.

Prefeita rebate acusações

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Conceição do Jacuípe negou qualquer perseguição por questões políticas. Em nota, a gestão afirmou que o desligamento da funcionária foi um episódio isolado, provocado por uma suposta situação de desrespeito à autoridade da prefeita, sem relação com a escolha eleitoral da trabalhadora.

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A administração também negou que Tânia tenha ameaçado demitir servidores que votassem em Lula. Segundo o posicionamento oficial, declarações de radialistas da região não representam a gestora. A prefeitura ainda destacou que a própria prefeita apoia o presidente Lula e o ex-governador Rui Costa (PT).

"A prefeita Tânia Yoshida não persegue pessoas por suas convicções políticas", afirmou a administração municipal no comunicado.

Por fim, a gestão reforçou que não admite ameaças ou constrangimentos por posicionamento político e defendeu o direito de manifestação dos funcionários.

"Quanto ao receio de represálias manifestado pela ex-servidora, a administração municipal reafirma que não admite qualquer forma de intimidação, ameaça ou constrangimento em razão de manifestações públicas ou convicções políticas. A liberdade de expressão e o direito de cada cidadão de apresentar suas versões dos fatos devem ser integralmente respeitados", diz a nota.

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