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Novo imposto pode atingir produtos específicos; veja o que já está previsto

Imposto Seletivo (IS) deve começar a valer em 2027

Imposto vai atingir produtos e serviços considerados danosos à saúde e ao meio ambiente
Imposto vai atingir produtos e serviços considerados danosos à saúde e ao meio ambiente |  Foto: Reprodução/Pixabay

O Governo Federal prepara a regulamentação do Imposto Seletivo (IS), conhecido como "imposto do pecado", que vai atingir produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A medida faz parte da reforma tributária e pode alcançar desde refrigerantes e cigarros até veículos e bebidas alcoólicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3), que o texto da medida provisória (MP) já estava pronto para ser encaminhado ao Congresso Nacional.

Inicialmente, o envio estava previsto para terça-feira, mas acabou sendo adiado para esta quarta (4), após Durigan não conseguir se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Quais produtos serão atingidos?

A proposta busca desestimular o consumo de determinados produtos e atividades que provocam impactos à saúde e ao meio ambiente.

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De acordo com a legislação que instituiu o novo tributo, os grupos previstos para a cobrança incluem:

- Bebidas açucaradas: refrigerantes e outras bebidas com adição de açúcar;

- Bebidas alcoólicas: cervejas, vinhos e destilados;

- Cigarros e derivados do tabaco: incluindo charutos e outros produtos com tabaco ou nicotina;

- Veículos: determinados automóveis movidos a combustão, híbridos e elétricos;

- Embarcações e aeronaves: categorias previstas na legislação;

- Bens minerais: determinados produtos provenientes da extração mineral;

- Jogos e concursos: modalidades de concursos de prognósticos e fantasy sport previstas na lei.

Produtos vão ficar mais caros?

Apesar da preocupação com possíveis aumentos de preços, o Governo Federal afirma que não pretende elevar a carga tributária desses setores em 2027.

Segundo Durigan, foi fechado um acordo com representantes dos segmentos atingidos para manter, durante a transição, uma tributação equivalente à atualmente cobrada por meio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

“A MP já saiu aqui do Ministério da Fazenda. Devo despachar com o presidente hoje [terça-feira]. A expectativa é que seja hoje [enviada ao Congresso]”, declarou o ministro na ocasião.

Isso significa que o novo imposto não representa necessariamente um aumento imediato nos preços. Entretanto, eventuais mudanças nos valores dependerão das alíquotas definitivas, das regras de cálculo e das decisões de cada setor.

Quando começa a cobrança?

A previsão do Governo Federal é que o Imposto Seletivo comece a ser cobrado em fevereiro de 2027, respeitando o prazo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma e o início da cobrança.

Para evitar um intervalo sem arrecadação, a equipe econômica também pretende encaminhar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para manter temporariamente a cobrança do IPI sobre os setores afetados durante janeiro.

Já o modelo permanente do Imposto Seletivo, previsto para entrar em vigor em 2028, continuará sendo discutido pelo Congresso ao longo de 2027.

E os outros impostos?

Além do Imposto Seletivo, a reforma tributária prevê a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá tributos federais sobre o consumo.

Durigan afirmou que os cálculos encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) apontam uma alíquota máxima estimada de 11,3% para a CBS, com média próxima de 8,5%.

O ministro também defendeu que o Congresso reveja exceções e benefícios tributários para permitir uma redução gradual das alíquotas nos próximos anos.

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