
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), subiu o tom contra o bloco de oposição, nesta quarta-feira (2), após a líder da bancada, Aladilce Souza (PCdoB), registrar votos contrários a cinco projetos de indicação, moção e requerimento, de autoria dos próprios vereadores, na tribuna do Centro Cultural da Casa.
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“A oposição não tem número para aprovar projeto nenhum na Casa. Acho que Vossa Excelência pode até dizer que a oposição está votando contra ‘x’ projetos, agora, se eu colocar projeto para votar projeto por projeto, nenhum projeto da oposição será aprovado, vereadora”, disse o tucano.
Apesar das propostas terem sido colocadas em pauta por acordo entre as lideranças de governo e oposição, Aladilce alegou falta de tempo hábil para que a bancada da minoria estudasse as matérias que foram colocadas sobre a mesa para o crivo dos edis.
“Presidente, talvez a gente não tenha o tempo necessário, pela dinâmica da Casa, para fazer uma análise mais apurada. Porque não sou só eu da oposição que estou apontando para que a gente chegue aqui com a pauta de acordo para fluir”, afirmou a vereadora.
Diante da declaração, Muniz sugeriu que a votação fosse postergada para a próxima semana, contudo, a ideia não prosperou entre os vereadores.
“Para que sejam votados os projetos, têm que estar de acordo a oposição, o governo e os independentes. Se Vossa Excelência acha que não teve tempo suficiente para estudar isso aqui, porque até eu fico surpreso”, comentou Muniz.
E acrescentou: “Eu pedi para que colocassem apenas os acordados e, quando cheguei aqui, tinha vários textos. Por quê? Porque todos os vereadores queriam que colocassem o seu texto e disseram que tiveram tempo suficiente até ontem para apresentar os projetos e apresentaram hoje pela manhã”.
Em contrapartida, a vereadora rebateu a declaração de Muniz sobre o número da oposição na Casa. “Estou registrando aqui o que a gente vai votar contra, porque não houve acordo anterior. Inclusive, tem outros vereadores que fizeram a mesma coisa”, declarou a comunista, que complementou: “Nós sabemos, presidente, que a oposição não tem número sozinho para aprovar nenhum projeto, mas a gente não pode abrir mão de apresentar a nossa posição em relação às matérias”.