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Trocas comerciais - 15/04/2023, 16:14 - Da Redação

Lula quer utilização de moedas próprias na relação Brasil e China

Presidente explicou que medida não tem como objetivo acabar com o dólar

Xi Jinping, presidente chinês, e Lula, durante viagem do brasileiro à China
Xi Jinping, presidente chinês, e Lula, durante viagem do brasileiro à China |  Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

Em uma entrevista concedida ao canal chinês CCTV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discorreu sobre a função do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que é o banco dos Brics, e sobre a interação entre Brasil e China, incluindo a viabilidade de negociações entre os dois países usando o yuan, moeda chinesa.

Na cotação atual, ¥$ 1 equivale a R$ 0,71, ao passo que US$ 1 corresponde a R$ 4,91.

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O petista defendeu a possibilidade de uma nova moeda para negociação entre os países, que não seja o dólar, e observou que os Estados Unidos não têm uma recepção favorável à ideia. Na opinião de Lula, essas decisões podem ter tanto efeitos benéficos quanto negativos.

“Nossos amigos americanos têm uma preocupação com qualquer coisa nova que se crie, em se tratando de banco ou de moeda, porque eles acham que queremos acabar com o dólar como moeda de referência para o comércio exterior. Foi assim quando se criou o euro na Europa, os Estados Unidos ficaram muito ofendidos”, lembra o presidente.

“Quando eu falava que era preciso criar uma nova moeda, que um país do tamanho da China e do tamanho do Brasil não precisa negociar com base no dólar. Você pode ter uma moeda criada, que pode ser organizada pelos bancos centrais dos dois países e a gente fazer a nossa troca comercial nas nossas moedas. Isso é uma novidade, é uma coisa a ser estudada, a ser pensada", defendeu Lula.

O chefe do Executivo brasileiro enfatizou, ainda, a relevância dos Brics e das relações comerciais entre Brasil e China, e destacou que ambos possuem um "enorme potencial econômico". Ele defendeu a necessidade de uma abordagem cautelosa na administração do NDB, a fim de evitar erros e estabelecer a instituição como um modelo para países em desenvolvimento. De acordo com Lula, não há pressa em transformar o banco dos Brics em uma grande e excepcional instituição financeira.

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