
A onda dos joguinhos temáticos de navegador voltou com tudo em 2026. Após a febre dos jogos da Copa do Mundo, como o “7 a 1”, a nova febre do momento são as eleições. E tem de tudo: desde tentar bater Lula e Flávio Bolsonaro para se tornar presidente até assumir o controle do país e fazer tudo do seu jeito, mas encarando as dificuldades que um chefe do Executivo teria.
Um dos games que ganhou destaque é o República em Disputa, simulador de estratégia eleitoral inspirado na corrida presidencial brasileira de 2026. Criado por João Vitor Bachini, o jogo pode ser acessado diretamente pelo navegador, sem precisar baixar nada. A proposta é colocar o jogador no comando de uma campanha e fazê-lo tomar decisões para tentar chegar ao Palácio do Planalto.
Como funciona?
Aqui, a brincadeira é levar a campanha presidencial até o fim. O jogador pode escolher entre nomes reais da política brasileira ou criar seu próprio candidato, definindo características como nome, partido, posicionamento e base inicial. Também é possível escolher um vice para formar a chapa.
A disputa passa pelas 27 unidades da Federação, e o mapa eleitoral vira uma espécie de tabuleiro. A cada rodada, é preciso decidir onde concentrar esforços, acompanhar a situação nos estados e administrar os recursos disponíveis.
O jogador também participa de debates, acompanha notícias fictícias e precisa lidar com os movimentos dos adversários. Em cada turno, há um número limitado de decisões, o que obriga a escolher bem onde gastar dinheiro, energia e esforços da campanha.
E não basta simplesmente aparecer nas pesquisas. Se ninguém conseguir passar da marca necessária para vencer no primeiro turno, começa a fase decisiva: o segundo turno. Nela, o jogador pode negociar apoios com candidaturas eliminadas e tentar virar a disputa nos turnos finais.
E tem até fake news
Como toda campanha eleitoral, o jogo também coloca algumas decisões espinhosas na mesa. Entre as ações disponíveis está, por exemplo, a publicação de desinformação, apresentada como uma estratégia de alto risco dentro da mecânica do game.
Na versão consultada, essa jogada tem baixa chance de sucesso e pode até provocar a desclassificação da candidatura se for utilizada repetidamente.
O desafio é chegar ao Planalto
A graça de República em Disputa está justamente em transformar a eleição em um jogo de estratégia. Não basta escolher um candidato e esperar os votos aparecerem. É necessário administrar recursos, definir prioridades, disputar estados, participar de debates e tentar reagir às ações dos concorrentes.
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O jogo ainda conta com diferentes durações de campanha, permitindo partidas de 10, 20 ou 30 turnos. Há também um modo desafio com objetivos específicos para quem quiser deixar a brincadeira ainda mais complicada.
E o Planalto?
Um dos games que mais chama atenção nessa brincadeira é o Planalto, um simulador da Presidência do Brasil que coloca o jogador no comando do país a partir de 2027. A proposta é simples só na aparência: você assume o Palácio do Planalto e precisa sobreviver a 48 meses de mandato, tomando decisões que mexem com Congresso, economia, opinião pública e até com a repercussão na internet.
Você é quem manda
Diferentemente de jogos em que o jogador recebe uma lista fechada de alternativas, o Planalto aposta em uma mecânica mais aberta. O presidente escreve o que pretende fazer e o sistema interpreta a medida para determinar como ela funcionaria no governo.
Uma decisão pode virar decreto, medida provisória ou até proposta de emenda constitucional. A partir daí, entram em cena os custos, os possíveis impactos e quem precisará aprovar a medida.
É aí que a brincadeira começa a ficar complicada.
O jogador precisa lidar com 513 deputados, cada um com partido, região, interesses e relações próprias com o governo. Também há 27 governadores, além de grupos sociais que possuem níveis diferentes de aprovação.
Tem que fazer ‘rir’
Não basta o presidente decidir que quer fazer alguma coisa e pronto. Para determinadas medidas, é preciso convencer o Congresso.
O jogo permite negociar com parlamentares e bancadas para conseguir apoio. Em troca, entram na equação cargos, emendas e outras articulações políticas. Só que as escolhas também têm consequências e podem gerar novas dores de cabeça para o governo.
Ou seja: aquela promessa de campanha que parecia maravilhosa pode se transformar em um problemão quando chega a hora de colocar a ideia em prática.
Economia também pesa
O jogador ainda precisa acompanhar indicadores econômicos como inflação, câmbio, dívida e risco-país. As decisões tomadas durante o mandato podem melhorar determinados indicadores e prejudicar outros.
Um dos exemplos apresentados pelo próprio jogo envolve uma medida para zerar temporariamente o imposto de importação do arroz. No cenário, a decisão gera uma renúncia de R$ 8,4 bilhões e provoca reação positiva da bancada ruralista.
É justamente essa lógica de causa e efeito que deixa o jogo diferente de uma simples brincadeira de “ser presidente”.
E a opinião do povo?
Se o Congresso já dá trabalho, o presidente virtual também precisa ficar de olho no humor da população.
O Planalto reúne 32 grupos sociais, cada um com sua própria aprovação, além dos governos estaduais. Assim, uma medida pode agradar determinada parcela da população e irritar outra.
E ainda tem a internet
O jogo utiliza figuras públicas reais para criar comentários fictícios sobre o governo. Entre os nomes estão personalidades de diferentes espectros políticos e áreas, como Pablo Marçal, Jones Manoel, Tiringa, Craque Neto e Felipe Neto. As falas são caricaturas criadas pelo próprio jogo e não declarações reais dessas pessoas.
Escolha seu governo
A experiência começa com a criação do presidente e da estrutura do governo. O jogador pode definir sua estratégia e, ao longo do mandato, escolher ministros, negociar com o Congresso e tomar decisões sobre diferentes áreas da administração pública.
Na prática, são quase infinitas as possibilidades de caminhos que o mandato pode tomar. Dá para tentar governar buscando popularidade, priorizar determinadas pautas, enfrentar o Congresso ou tentar construir uma base forte para aprovar as medidas.
Primeiro ano é grátis
Tem, porém, um detalhe importante para quem ficou interessado: o primeiro ano de mandato é gratuito. Para continuar do 13º ao 48º mês, o jogo oferece a versão Pro. Atualmente, o site informa o valor de R$ 19,99, com opção de pagamento via Pix ou cartão.

