
A recente decisão dos Estados Unidos da América (EUA), na quinta-feira (28), de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, repercutiu entre os governantes do Brasil. Após a notícia, o gestor da Bahia, Jerônimo Rodrigues, deu sua opinião.
Segundo o político, o combate às organizações criminosas mais influentes do país é um assunto de grande importância e recorrência, mas, o que ele classifica como erro, é que o país americano interfira na política interna do Brasil.
"O combate ao crime organizado e às facções é obrigação de todos nós governantes. Mas, usar deste combate para violar a soberania de outra nação não vai enfraquecer a violência. Cooperação Internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não", pronunciou.
Sabemos que essa decisão poderá causar danos nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional
Jerônimo Rodrigues - governador da Bahia
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Repúdio
Segundo informações iniciais, os EUA tomaram a decisão após visita e pedido de Flávio Bolsonaro na terça-feira (26). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato a presidente da República conversou diretamente com Donald Trump e celebrou a ação.
Diante disso, Jerônimo repudiou a atitude do político. "Condeno também mais um ato de traição cometido pela família Bolsonaro e em especial o candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, que entrega nossa soberania a um país estrangeiro por mera politicagem".
Cooperação Internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim. Intervenção na política interna de outro país, não. Estou junto com o presidente @LulaOficial na defesa da soberania nacional.
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) May 29, 2026
