
O ministro do Trabalho e Emprego do Governo Federal, Luiz Marinho, anunciou, nesta quarta-feira (28), que estuda a criação de uma "lista suja" com o objetivo de restringir o acesso a crédito para empresários que cometeram assédio eleitoral durante as eleições de 2026.
O ministério também está à frente de uma força-tarefa que vai investigar denúncias de ameaças de demissão e discriminação contra trabalhadores por manifestarem um posicionamento político diferente ao do seus patrões, o que se enquadra como assédio eleitoral.
Acontece que desde o domingo (25), quando o presidente Lula (PT) foi reeleito derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, vários vídeos tem circulado nas redes sociais onde empresários ameaçaram demitir funcionários que declararam voto ao petista.
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"A lista é para que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador (...) Depois da eleição de domingo, chegaram ao Ministério do Trabalho e Emprego relatos de empresários demitindo funcionários por causa do voto. Quero ser muito claro: isso é ilegal, isso é crime", disse o ministro.
A ideia do ministério é fazer uma espécie de vista grossa contra essas empresas, a fim de recusar a contratação de profissionais identificados com a esquerda e a boicotar estabelecimentos associados a eleitores petistas.

