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Deu ruim! -

Flávio Bolsonaro entrega passaportes após ser intimado pela PF

Em vídeo, senador critica decisão do STF e afirma: “Ninguém vai me calar”

Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República
Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República |  Foto: Charles Vieira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, afirmou nas redes sociais, no final da tarde desta segunda-feira (26), que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e impedido de deixar o país.

Segundo Flávio, a intimação ocorreu após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador comentou o resultado das eleições, criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de desequilíbrio na disputa eleitoral.

Flávio Bolsonaro critica processo eleitoral

No vídeo, o senador iniciou sua manifestação agradecendo aos eleitores que votaram nele e afirmando que sua campanha foi pautada por propostas e pela defesa de mudanças políticas no país.

“Eu agradeço a você que foi um dos quase 60 milhões de brasileiros que me deram um voto de confiança, que escolheram a mudança, que queriam o caminho da prosperidade e a pacificação do país”, declarou.

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O parlamentar afirmou que conduziu uma campanha propositiva e disse que a mobilização dos apoiadores nas ruas o motivou a continuar na disputa política.

“Eu fiz uma campanha limpa, propositiva. Cada vez que a gente tava junto nas ruas com aquele mar de gente de verde e amarelo, me dava ainda mais força pra seguir lutando pelo nosso Brasil. Eu aprendi demais com as várias histórias de vida que eu ouvi. Eu conheci a realidade de muita gente”, afirmou.

Ao comentar o domingo de votação, Flávio Bolsonaro questionou a decisão do STF e afirmou que seus possíveis impactos no resultado eleitoral precisam ser esclarecidos.

“O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal. Pela primeira vez na história do Brasil, um ministro do STF, no caso ex-advogado do Lula, provocado pelo próprio PT, atropelou o TSE e tomou uma decisão que prorrogou as eleições até às sete horas da noite. O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso. Agora imagina se fosse o contrário", declarou.

O senador também acusou Lula de utilizar recursos públicos para favorecer sua candidatura e defendeu o fim da reeleição.

“O Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público pra fazer a maior compra de votos da história das eleições do Brasil. Essa é a maior prova de que a reeleição tem que acabar. A disputa não deveria ser um vale tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário. O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes. Um total desequilíbrio na disputa eleitoral”, afirmou.

As acusações foram feitas pelo senador durante sua manifestação nas redes sociais.

Flávio contesta justificativa para entrega dos passaportes

O senador afirmou que a decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, teria sido motivada por uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro de 2026.

“A decisão do Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou.

Flávio classificou a medida como uma tentativa de intimidação e afirmou que cumprirá a determinação de entregar os documentos à Polícia Federal.

“Clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar (...) Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, concluiu.

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