
O resultado das urnas mexeu não apenas com os mandatos, mas também com os gabinetes de Salvador. Passado o primeiro turno das eleições de 2026, a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) iniciou uma verdadeira dança das cadeiras, com saídas, retornos e nomeações de aliados que disputaram o pleito.
A principal mudança aconteceu na Secretaria Municipal de Governo (Segov). João Leão (PP) deixou o comando da pasta para voltar à Câmara dos Deputados, enquanto o filho, Cacá Leão (PP), retomou o posto de secretário. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Município.
Cacá já havia comandado a Segov antes de deixar a administração para disputar uma cadeira de deputado federal. Nas urnas, recebeu 80.304 votos, mas não conseguiu se eleger e terminou na suplência da federação União Progressista.
Com o retorno do filho, João Leão deixa o Palácio Thomé de Souza e volta a Brasília para reassumir o mandato de deputado federal na reta final da atual legislatura. E é aí que o troca-troca começa a provocar um efeito dominó.
Um sai, outro volta
Durante o período em que João Leão esteve licenciado da Câmara dos Deputados, sua cadeira foi ocupada pelo suplente Jorge Araújo (PP), que é vereador de Salvador.
Agora, com João de volta a Brasília, Jorge perde a vaga temporária de deputado federal e retorna para a Câmara Municipal de Salvador (CMS). Nas eleições deste ano, ele também tentou conquistar uma cadeira definitiva na Câmara dos Deputados, mas recebeu 24.813 votos e não se elegeu.
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O retorno de Jorge provoca outra mudança. Sandro Bahiense (PP), que ocupava temporariamente a cadeira dele na Câmara de Salvador, deixa o mandato.
Mas a passagem de Bahiense para fora do plenário será curta. Em fevereiro de 2027, ele deverá assumir novamente como vereador porque Sandro Filho (PP) foi eleito deputado federal com 167.394 votos e deixará a CMS para tomar posse em Brasília.
Ou seja: João Leão volta para a Câmara dos Deputados, Jorge Araújo retorna para a Câmara de Salvador, Sandro Bahiense sai agora e volta em 2027. Tudo isso puxado por uma única sequência de mudanças.
Derrotados nas urnas ganham espaço na Prefeitura
A dança das cadeiras não ficou restrita à família Leão. Outros políticos que tentaram um mandato nas eleições deste ano e não conseguiram também desembarcaram novamente na estrutura da Prefeitura de Salvador.
O ex-prefeito de Feira de Santana Colbert Martins (PSDB) foi nomeado assessor especial da Secretaria de Governo. Ele já havia ocupado a função anteriormente e tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), mas recebeu 8.019 votos e ficou de fora.
Outro nome que reapareceu na gestão foi Toinho Carolino (União Brasil). O ex-vereador, que recebeu 1.848 votos na disputa eleitoral, foi nomeado assessor especial da Segov.
Felipe Lucas (PSDB) também conseguiu uma vaga na administração municipal. O ex-vereador foi nomeado diretor-geral na Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre).
Ele havia tentado uma cadeira de deputado federal nas eleições de 2026, mas terminou a disputa com 7.617 votos e não conseguiu se eleger.

