
Um esquema ilegal de venda de armas foi descoberto e combatido pela Polícia Civil por meio da Operação Mercador, deflagrada na manhã desta segunda-feira (28). Ao todo, oito indivíduos espalhados por diferentes estados foram presos e 25 mandados de busca e apreensão cumpridos, além do bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.
Conforme informações das autoridades, os integrantes da organização criminosa foram encontrados em Salvador, Lauro de Freitas, Ceará e Rio de Janeiro. Os policiais apreenderam cinco veículos, nove celulares, três notebooks, três armas de fogo, munições, R$ 5 mil em espécie e documentos.
Suspeitos identificados
O MASSA! apurou que quatro das prisões ocorreram em Salvador e em Lauro. Os suspeitos foram identificados como Ricardo Oliveira de Sá, Luciana Nerio Leite, Ailton Alves de França e Marcelo Henrique Leite.
Veja a lista:
Salvador:
➡️ Ricardo Oliveira de Sá
➡️ Luciana Nerio Leite
➡️ Ailton Alves de França
Lauro de Freitas:
➡️ Marcelo Henrique Leite
Rio de Janeiro:
➡️ Nilo Ferreira Confort
➡️ Leonardo Guia Vieira
Ceará:
➡️ Francisca Alves Costa Silva
➡️ Heverton Costa Silva
Distribuição das funções
Em Salvador, um casal (Ricardo e Luciana) capturado operava como cabeça do esquema. A dupla utilizava documentos falsificados para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), obtendo, desta forma, armas e munições para a venda ilegal.




Na contagem dos demais, dois foram pegos no Ceará e mais dois na capital fluminense. São eles: Nilo Ferreira Confort e Leonardo Guia Vieira, no Rio de Janeiro; Francisca Alves Costa Silva e Heverton Costa Silva, no estado cearense.
Um dos capturados no Ceará, Heverton Costa Silva, já foi vice-prefeito e exerceu mandato de vereador na cidade de Icapuí. Ele é apontado como responsável pela lavagem dos recursos obtidos com a comercialização ilegal das armas. Conforme as investigações, o homem agia em coligação com o casal soteropolitano.

Os armamentos comprados pelo grupo foram posteriormente encontrados e apreendidos em ações contra integrantes de organizações criminosas, indicando que seriam destinados à revenda para esses grupos.

Departamentos envolvidos na missão
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), unidade vinculada ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), com apoio operacional do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (DENARC), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).

