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Caso de tortura -

Chefões da Bamor são alvos de operação por suposta tortura

Alta cúpula da Bamor é suspeita de agressões físicas e psicológicas contra duas vítimas dentro da sede da torcida

Mandados foram cumpridos na sede da Bamor
Mandados foram cumpridos na sede da Bamor |  Foto: Divulgação/Polícia Civil

Integrantes da direção da Bamor são alvos de uma operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (28), em Salvador, para investigar um caso de suposta tortura dentro da sede da torcida organizada, no bairro de Nazaré.

A ação é realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com forças de segurança do estado.

Além de integrantes da presidência e da diretoria da Bamor, um policial militar também está entre os alvos da operação. Segundo o MP-BA, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na capital baiana.

As investigações começaram após denúncias de que pelo menos duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica dentro da sede da torcida, em julho deste ano.

Investigação

Conforme as apurações, as vítimas teriam sido pressionadas a admitir supostas irregularidades e, durante o episódio, sofreram agressões, ameaças e práticas de sufocamento e afogamento.

Ainda segundo o Ministério Público, a violência teria durado várias horas. Os investigadores apontam o uso de objetos como tacos de beisebol, martelo e faca durante as agressões.

Além da suspeita de tortura, a operação também apura possíveis crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.

A ação reúne equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Força Correcional Especial Integrada (Force), vinculada à Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A Polícia Militar também participa da operação, com equipes dos batalhões de Choque, Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe) e de Operações Policiais Especiais (Bope), além do Patrulhamento Tático Móvel ou Motorizado (Patamo) e da Corregedoria da corporação.

Crime e júri popular

Quatro integrantes da torcida organizada Bamor serão levados a júri popular por suspeita de envolvimento no ataque com bombas (explosivos) ao ônibus do Esporte Clube Bahia, em 24 de fevereiro de 2022, quando a delegação seguia para a Arena Fonte Nova, na Avênida Bonocô. O ataque deixou feridos o goleiro Danilo Fernandes e o lateral Matheus Bahia.

Os acusados do ataque respondem por duas tentativas de homicídio qualificadas pelo uso de artefatos explosivos. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os envolvidos teriam assumido o risco de provocar mortes ao lançar explosivos contra um veículo movido a combustível inflamável e que trafegava por uma via pública de grande circulação.

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