
As torcidas organizadas Bamor, ligada ao Esporte Clube Bahia, e Os Imbatíveis, relacionada ao Esporte Clube Vitória, foram punidas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA) após os atos violentos e os dois assassinatos antes do clássico Ba-Vi, no último dia 23 de agosto, em Salvador.
Ao longo dos próximos seis meses, os integrantes das torcidas organizadas estarão impedidos de ir a eventos esportivos utilizando qualquer elemento que traga identificação para os grupos, como uniformes, faixas e bandeiras. A utilização de instrumentos musicais também está proibida. A medida já começa a valer nesta quinta-feira (3).
A restrição contra as organizadas é válida para as partidas em Salvador e também para jogos ou eventos estaduais, regionais, nacionais e internacionais que envolvam os clubes.
Membros das organizadas não poderão usar:
➡️Faixas;
➡️Cartazes;
➡️Bandeiras;
➡️Vestimentas;
➡️Instrumentos musicais;
➡️ Outros elementos que as identifiquem como torcidas organizadas.
Entenda a decisão
A decisão foi oficializada na sede do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE), em Pituaçu, nesta quarta-feira (2), e reuniu representantes dos dois grupos: Luciano Venâncio, presidente da Bamor, e Gabriel Oliveira, presidente da Torcida Organizada Os Imbatíveis (TUI).
Além deles, a promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, Telma Leal de Oliveira, e o comandante do BEPE, tenente-coronel Flávio, estiveram no local para aplicar as sanções.
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A medida foi baseada na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) estabelecidos pelas duas torcidas com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e nos instrumentos de prevenção à violência em eventos esportivos.
De acordo com a PM-BA, a punição considerou não apenas as duas mortes violentas no dia do último clássico de 2026, mas também outros episódios graves, incluindo uso de artefatos explosivos, porte de armas, agressões físicas, vandalismo e outros confrontos.

