
O homem preso por matar a ex-companheira Paloma Izabel Ramos, no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, no último domingo (5), teria feito ameaças à vítima após o fim do relacionamento que antecedeu o crime.
O suspeito, identificado pela Polícia Civil como André Wellington da Silva, de 47 anos, invadiu a residência que Paloma estava, a agrediu com golpes na cabeça e ainda tentou simular um acidente doméstico ao provocar um vazamento de gás.
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Ameaças que antecederam o crime
Segundo informações apuradas pelo MASSA!, Paloma encerrou o relacionamento com André Wellington após descobrir que ele era casado. O suspeito, no entanto, não teria aceitado o término.
Ainda de acordo com a apuração, ele passou a ameaçar a vítima, afirmando que ela deveria ficar com ele e que, caso contrário, "ela não ficaria com mais ninguém". No dia do crime, André aproveitou a saída do irmão de Paloma para invadir a residência e atacá-la.
De acordo com uma testemunha ouvida pela reportagem, a vítima apresentava diversas marcas de violência pelo corpo. Havia sinais de enforcamento no pescoço, ferimentos graves na cabeça e o maxilar estava quebrado. A testemunha ainda relatou que o corpo estava desfigurado e que havia uma grande quantidade de sangue espalhada pelo imóvel.
Após as agressões, o suspeito teria aberto o registro de gás da residência, coberto o corpo da vítima com um cobertor e fugido levando o celular dela. O aparelho foi abandonado em uma área de mata. O corpo só foi encontrado porque a mãe de Paloma sentiu um forte cheiro de gás, e desceu para verificar o que havia acontecido.
Tentativa de forjar legítima defesa
A investigação também aponta que, dias antes do crime, André convidou Paloma para sair, mas ela recusou o encontro. A vítima havia interrompido qualquer contato com o suspeito depois de descobrir que ele mantinha outro relacionamento.
No domingo, após o retorno de uma viagem, Paloma foi levada para casa pelo irmão. Segundo a testemunha, André chegou a cumprimentá-lo e percebeu que ele deixaria o local pouco depois, foi nesse momento que aproveitou a oportunidade para entrar na residência e cometer o crime.
Depois do assassinato, o irmão da vítima conseguiu localizar o celular seguindo o trajeto registrado por câmeras de segurança e acionando o aparelho até encontrá-lo na área de mata. Antes disso, André teria enviado um áudio para ele tentando justificar o crime.

Na gravação, o suspeito alegou que Paloma teria o atacado com uma faca e que agiu em legítima defesa. Também afirmou que teria sido a vítima quem o convidou para conversar na sexta-feira anterior ao crime. No entanto, segundo a testemunha, as duas versões são falsas.
"A verdade é que foi ele quem chamou ela para sair, ela recusou e nunca houve faca. Tanto que nenhuma arma foi encontrada no local", afirmou a fonte. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
