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BOTAVA O POVO PRA CORRER - 06/08/2026, 06:45

Sargento é condenado por milícia que oprimia moradores de Correntina

Carlos Erlani Gonçalves Santos, no entanto, responderá em liberdade

Sargento Carlos foi condenado por atuação de "aperto de mente" contra os moradores
Sargento Carlos foi condenado por atuação de "aperto de mente" contra os moradores |  Foto: Divulgação/MP-BA

O policial militar da reserva, Carlos Erlani Gonçalves Santos, foi condenado, nesta terça-feira (4), a seis anos e oito meses de prisão. A motivação envolveu a formação e manutenção de milícia privada armada que atuava em Correntina, no oeste da Bahia, com invasão de terras de comunidades tradicionais. Ele atuava como líder do grupo criminoso, de acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Junto ao sargento, quem também foi condenado pelo mesmo crime é José Carlos Alves dos Santos, que recebeu pena de cinco anos e quatro meses de reclusão. A princípio, os dois cumprirão a sentença em regime semiaberto. No entanto, como ainda cabe recurso, os condenados responderão em liberdade até o final do processo.

Crime de década

O grupo agiu por mais de 10 anos em várias propriedades rurais da região, nas quais se aproveitavam da estrutura paramilitar, armamento, fardamento padronizado e postos de vigilância para impor intimidação e praticar crimes contra moradores de comunidades tradicionais.

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Ameaças à lideranças comunitárias, restrição do acesso às áreas ocupadas tradicionalmente pelas comunidades, destruição de cercas e promoção de ações de esbulho possessório eram feitos por meio de empresas de segurança privada sem autorização da Polícia Federal (PF).

Operação Terra Justa

A atuação da milícia ficou ativa até a deflagração da ‘Operação Terra Justa’, em 2025. No ano passado, durante a ação, foram cumpridos mandados judiciais e realizadas apreensões de armas, munições e equipamentos de comunicação.

Grupo da milícia agia por mais de 10 anos na região
Grupo da milícia agia por mais de 10 anos na região | Foto: Divulgação/MP-BA

A condenação decorre de denúncia criminal do MPBA, apresentada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cujas investigações foram realizadas em parceria com a Coordenação de Conflitos Fundiários e de Grandes Múltiplas Vilas e Áreas Urbanas (CCF/Gemacau) da Polícia Civil da Bahia.

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