
O policial militar da reserva, Carlos Erlani Gonçalves Santos, foi condenado, nesta terça-feira (4), a seis anos e oito meses de prisão. A motivação envolveu a formação e manutenção de milícia privada armada que atuava em Correntina, no oeste da Bahia, com invasão de terras de comunidades tradicionais. Ele atuava como líder do grupo criminoso, de acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Junto ao sargento, quem também foi condenado pelo mesmo crime é José Carlos Alves dos Santos, que recebeu pena de cinco anos e quatro meses de reclusão. A princípio, os dois cumprirão a sentença em regime semiaberto. No entanto, como ainda cabe recurso, os condenados responderão em liberdade até o final do processo.
Crime de década
O grupo agiu por mais de 10 anos em várias propriedades rurais da região, nas quais se aproveitavam da estrutura paramilitar, armamento, fardamento padronizado e postos de vigilância para impor intimidação e praticar crimes contra moradores de comunidades tradicionais.
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Ameaças à lideranças comunitárias, restrição do acesso às áreas ocupadas tradicionalmente pelas comunidades, destruição de cercas e promoção de ações de esbulho possessório eram feitos por meio de empresas de segurança privada sem autorização da Polícia Federal (PF).
Operação Terra Justa
A atuação da milícia ficou ativa até a deflagração da ‘Operação Terra Justa’, em 2025. No ano passado, durante a ação, foram cumpridos mandados judiciais e realizadas apreensões de armas, munições e equipamentos de comunicação.

A condenação decorre de denúncia criminal do MPBA, apresentada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cujas investigações foram realizadas em parceria com a Coordenação de Conflitos Fundiários e de Grandes Múltiplas Vilas e Áreas Urbanas (CCF/Gemacau) da Polícia Civil da Bahia.

