
Uma organização criminosa suspeita de extorquir empresas provedoras de internet em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), movimentava mais de R$ 100 mil por mês com o esquema criminoso, segundo a Polícia Civil. Nesta quarta-feira (9), o grupo foi alvo daOperação Reconectando, que cumpriu dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão em Simões Filho e Feira de Santana.
As investigações apontam que os criminosos exigiam pagamentos periódicos de proprietários de provedores de internet para permitir o funcionamento dos serviços. Quem se recusava a pagar era alvo de represálias, como o corte de cabos de fibra óptica, interrupção dos serviços de telecomunicação e impedimento da atuação de equipes de manutenção.
De acordo com a corporação, as ordens eram repassadas pelas lideranças da organização por meio de videoconferências. Em um dos casos apurados, uma empresa foi obrigada a desembolsar R$ 18 mil em apenas um mês para continuar operando.
Prisões
Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos apontado como gerente das atividades ilícitas no município e responsável por utilizar um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. Ele possui antecedentes por tráfico de drogas.
Já em Simões Filho, os policiais prenderam um homem de 26 anos, investigado por arrecadar os valores extorquidos e distribuir o dinheiro entre os integrantes da organização criminosa.
O líder do grupo, apontado como responsável por coordenar as ações criminosas de forma remota, continua foragido.
A investigação teve início em setembro de 2025 e segue em andamento para identificar outros envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira da quadrilha. A Polícia Civil também solicitou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.
Triplo homicídio
Em dezembro de 2025, três técnicos de internet foram torturados e mortos no bairro Alto do Cabrito, em Salvador. As vítimas foram identificadas como Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos, Jackson Santos Macedo, de 41, e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28.
Segundo as investigações, eles realizavam um serviço na região quando foram abordados por traficantes, que exigiram o pagamento de um "pedágio" para permitir o funcionamento da empresa na localidade. Diante da recusa, os três foram torturados e assassinados.
