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Nas mãos do MP - 26/05/2026, 20:06 - Vinicius Portugal

Psicoterapeuta Jordan Campos cai em operação por assédio e fraude

Investigação aponta que profissional manipulava pacientes e alunas em situação de vulnerabilidade emocional

Jordan Campos possuía 400 mil seguidores nas redes sociais
Jordan Campos possuía 400 mil seguidores nas redes sociais |  Foto: Divulgação

Um psicoterapeuta bastante conhecido nas redes sociais virou alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), nesta terça-feira (26), em Salvador. Jordan Van Der Zeijden Campos, conhecido como Jordan Campos, é investigado por suspeitas de violação sexual mediante fraude, estelionato e assédio sexual.

Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e mais de 10 anos de atuação, o profissional atendia pacientes em várias capitais do país, além de promover cursos, mentorias e workshops na área terapêutica.

Batizada de Operação Catarse, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas nobres da capital baiana.

Segundo o MP-BA, pelo menos quatro mulheres já foram identificadas como vítimas. De acordo com as investigações, elas eram pacientes em acompanhamento psicológico ou alunas de cursos ministrados por Jordan.

As apurações apontam que o investigado usava a posição de autoridade, o conhecimento técnico e informações íntimas das pacientes para manipular emocionalmente as vítimas e conseguir vantagens sexuais e financeiras.

Modus operandi

Ainda conforme o Ministério Público, o suposto esquema acontecia desde 2020 e teria como alvo mulheres em situação de vulnerabilidade emocional, com histórico de traumas, baixa autoestima e dependência afetiva.

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Das quatro vítimas identificadas até agora, três relataram crimes contra a dignidade sexual e uma denunciou prejuízo patrimonial. Segundo o MP, todas descreveram um modo de atuação parecido e afirmaram conhecer outras mulheres que ainda não procuraram a polícia por medo ou vergonha.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 960 mil em bens do investigado, quebra de sigilos informáticos e a suspensão imediata das atividades profissionais ligadas à psicoterapia, incluindo consultas, palestras, cursos e mentorias.

Até a última atualização do caso, Jordan Campos não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações. O espaço segue aberto.

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