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TÁ NA PISTA - 13/07/2026, 11:20 - Nilson Marinho

MP tentou barrar soltura de baiano que matou em cinema de SP

Além das mortes, Mateus ainda deixou nove feridas

Mateus da Costa Meira está solto desde 2024
Mateus da Costa Meira está solto desde 2024 |  Foto: Reprodução/True Crime/O Globo

Antes de ser posto em liberdade, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) tentou impedir que o ex-estudante de medicina baiano responsável por uma chacina em uma sala de cinema em São Paulo deixasse o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Salvador. O órgão considerou que ele ainda não estava apto a viver em sociedade por representar risco, inclusive para a própria família. A informação é do jornalista Ullisses Campbell, da coluna True Crime, do jornal O Globo.

A coluna teve acesso ao processo de execução penal contra Mateus da Costa Meira, de 51 anos, e constatou que nem os próprios pais do condenado pretendiam acolhê-lo após sua soltura, que ocorreu em 2024. Na semana passada, Ullisses publicou que o ex-estudante de medicina frequentava um shopping de Salvador, inclusive uma sala de cinema. O centro de compras se manifestou e informou que a imagem divulgada pelo jornalista no local era do mesmo ano em que ele deixou o Hospital de Custódia.

Recusa da família

Para tentar impedir que o ex-estudante retornasse para casa, o MP-BA argumentou que não havia exame pericial comprovando que ele não representava mais risco à sociedade, além de questionar se os pais idosos teriam condições de supervisioná-lo e se ele seria capaz de lidar com frustrações do cotidiano.

A família informou à Justiça que não tinha condições de recebê-lo em razão do histórico de violência. Segundo o processo, ele teria quebrado a costela do pai após um soco, agredido a mãe em diferentes ocasiões e perseguido a irmã com uma faca.

Crimes

Mateus matou três pessoas e deixou outras nove feridas após entrar armado em uma sala de cinema de um shopping de São Paulo, em 1999. Ele foi condenado inicialmente a 120 anos de prisão.

Após passar pela Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, o baiano foi transferido para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, onde tentou matar um companheiro de cela usando uma tesoura. Em um novo julgamento, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) considerou que Mateus era incapaz de discernir o que era certo ou errado.

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