
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) se manifestou favoravelmente à concessão de liberdade provisória para o jogador de futsal Swan Tales Assis Santos, de 22 anos, preso em flagrante na última quinta-feira (11), sob suspeita de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos na Estação Acesso Norte do metrô, em Salvador.
Em parecer encaminhado à Justiça neste sábado (13), da qual o portal MASSA! teve acesso, o MP considerou legal a prisão em flagrante, mas entendeu que não há requisitos para que a prisão do suspeito seja convertida em preventiva. O órgão argumenta que Swan foi capturado logo após o suposto crime e que a situação se enquadra no chamado flagrante impróprio.
O MP avalia também que não há motivos para a manutenção da prisão nesta fase das investigações, já que o suspeito não possui histórico criminal nem procedimentos investigatórios anteriores. Por esses motivos, o órgão defende a concessão de liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares. A decisão final, portanto, caberá à Justiça durante a audiência de custódia, que deve ser realizada ainda neste sábado.

Relembre
O caso ganhou repercussão após passageiros relatarem que a vítima foi atingida por sêmen enquanto utilizava o sistema metroviário. O suspeito foi contido por populares e encaminhado à Central de Flagrantes, sendo posteriormente autuado pelo crime de importunação sexual.
O portal MASSA! apurou queSwan escreveu na cela onde está detido uma mensagem com menção à morte. Ele escreveu a seguinte frase: "Eu sou um merda, mereço morrer. Fui moleque. Errando é que se aprende".
Filho de uma policial militar, o suspeito foi detido após passageiros perceberem que uma jovem de 18 anos estava com a calça suja de sêmen. Ele foi filmado e hostilizado dentro da estação antes de ser conduzido aos seguranças do metrô, que acionaram a Polícia Militar.
Em um vídeo gravado por uma passageira, Swan aparece com o zíper da calça aberto e nega ter ejaculado na vítima. Nas imagens, porém, a jovem aparece com a roupa manchada. O suspeito negou a autoria do ato, mas, ao chegar à Central de Flagrantes, nos Barris, afirmou que havia "se empolgado". Posteriormente, durante depoimento à delegada responsável pelo caso, voltou a negar o crime.
