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Operação Junco - 20/05/2026, 13:00 - Bruno Dias e Dara Medeiros - Atualizado em 20/05/2026, 14:09

Morte de traficante de Plataforma entregou o esquema do BDM à polícia

Operação Junco foi deflagrada nesta quarta-feira (20) e cumpriu 11 mandados de prisão

Investigações da Operação Junco foram iniciadas após a morte do traficante Haroldo
Investigações da Operação Junco foram iniciadas após a morte do traficante Haroldo |  Foto: Divulgação/PC-BA

Onze suspeitos de integrarem o grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM), com forte atuação no tráfico de drogas e crimes relacionados ao Subúrbio Ferroviário de Salvador, foram presos na manhã desta quarta-feira (20), durante a Operação Junco, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA).

De acordo com o delegado do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Ernandes Junior, a operação contou com um longo trabalho de inteligência, iniciado a partir da morte do criminoso Danilo José de Jesus da Silva, conhecido como “Haroldo”, em setembro de 2024. Ele comandava o bairro de Plataforma.

Haroldo fazia parte do Baralho do Crime antes de morrer
Haroldo fazia parte do Baralho do Crime antes de morrer | Foto: Divulgação/SSP-BA

Todas os presos nesta quarta-feira tinham vínculo com Haroldo. O alcance do chefe, que estava no Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública (SSP) antes de morrer, acabou facilitando o acesso ao funcionamento do esquema na região. Aos poucos, o sistema do BDM na Suburbana começou a ser desvendado.

"A Polícia Civil, a partir daí, deu continuidade às investigações e conseguiu mapear toda a rede, toda a ramificação dessa organização criminosa, que no dia de hoje foi deflagrada essa operação. Alguns dos indivíduos presos hoje eram mais próximos de Haroldo como braço direito ou até o vice-líder da facção", explicou o delegado.

As autoridades também estão dedicadas a prosseguir com as apurações, especialmente porque o tráfico costuma substituir seus “soldados” após mortes e prisões. Os depoimentos dos suspeitos detidos também devem contribuir com novos mapeamentos.

Imagem ilustrativa da imagem Morte de traficante de Plataforma entregou o esquema do BDM à polícia
Foto: Divulgação/PC-BA

“Eles estão sendo ouvidos neste momento e as investigações continuarão, porque sabemos também que após a morte de Haroldo, outras pessoas ficaram à frente daquela comunidade, daquele bairro. E a Polícia Civil não irá parar com o trabalho de integração e inteligência para monitorar, mapear e após efetuar a prisão desse grupo”, reforçou Ernandes Junior.

Delegado aponta opressão violenta da facção contra moradores

O delegado Saulo Andrade apontou a forma de atuação da facção criminosa na localidade e as ligações diretas dos presos com Haroldo, além de expor a prática de opressão violenta dos bandidos contra os moradores.

“Algumas pessoas eram mais próximas a Haroldo, especialmente as pessoas que integravam o núcleo mais violento da organização criminosa, responsável por ameaças, por proteção dos pontos de venda de drogas. Algumas outras pessoas eram mais distantes, especialmente as pessoas que recebiam valores”, afirmou.

Imagem ilustrativa da imagem Morte de traficante de Plataforma entregou o esquema do BDM à polícia
Foto: Divulgação/PC-BA

Conhecidos popularmente como “laranjas”, eles auxiliavam a atuação dos criminosos ainda que não atuassem como traficantes: “Essas pessoas não praticavam atividades ilícitas no dia a dia, mas disponibilizavam as suas contas correntes para trânsito de valores decorrentes do tráfico de drogas”.

Aspas

Eles agiam como majoritariamente agem as organizações criminosas que operam tráfico de drogas: com muita violência e com muita ameaça

O delegado revelou que o nível de violência era tão grande que até os membros da facção também sofriam penalidades. "Moradores relatam intimidações, os próprios integrantes da organização criminosa, depois da morte dele, relatam que sofriam ameaças por parte da liderança criminosa. Era uma organização criminosa extremamente violenta", destacou.

Prisões foram pacíficas e sem tiroteios nos bairros

Ernandes Júnior também ressaltou que as prisões ocorreram de forma pacífica e não apresentaram prejuízos para a rotina dos moradores das localidades.

Aspas

Não teve danos colaterais nem para a sociedade que mora nesses bairros, nem para a Polícia Civil e muito menos para as pessoas que foram retiradas de circulação e serão encaminhadas para a Justiça

"Não teve resistência, não teve confronto, a Polícia Civil atuou cirurgicamente, retirando esses membros dessas organizações criminosas para que a população que mora no bairro Plataforma e outros bairros adjacentes tenham uma paz melhor naquela comunidade", declarou.

Mandados foram cumpridos em Salvador, RMS e interior

Os mandados de prisão foram cumpridos em Salvador, Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior do estado. Durante a ação policial, oito suspeitos foram localizados nos bairros de Plataforma e Massaranduba.

Imagem ilustrativa da imagem Morte de traficante de Plataforma entregou o esquema do BDM à polícia
Foto: Divulgação/PC-BA

Alguns dos investigados estavam foragidos da capital baiana e foram encontrados nos municípios de Simões Filho, Senhor do Bonfim e em Morro de São Paulo.

Além dos mandados de prisão, outros 16 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos pelas autoridades. Aparelhos celulares e documentos foram recolhidos durante as diligências e serão utilizados para ajudar no aprofundamento de novas investigações.

Para que o sucesso dessa grande operação fosse possível, o DENARC teve apoio do Departamento de Polícia do Interior (DEPIN), por meio da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Senhor do Bonfim) e da Delegacia Territorial de Cairu.

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