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NA LUTA - 08/07/2026, 11:30 - Luiza Nascimento e Victoria Isabel/Ag. A TARDE - Atualizado em 08/07/2026, 13:25

Jovem que perdeu o braço revela que não conseguiu aposentadoria

Situação com Andrei Peroba ocorreu em parque de Cajazeiras

Andrei viveu caso marcante em parque de Cajazeiras
Andrei viveu caso marcante em parque de Cajazeiras |  Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

O jovem Andrei Peroba, que teve o braço amputado após um acidente em um parque de diversões instalado no Campo da Pronaica, em Cajazeiras X, em fevereiro de 2024, continua na luta pela aposentadoria. Segundo o garoto, ele continua “vivendo de bico".

Antes da audiência de instrução criminal do caso, que ocorre nesta quarta-feira (8), no Fórum Ministro Adhemar Raymundo da Silva, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ele afirmou ao Grupo A TARDE que ainda não conseguiu se aposentar e continua enfrentando dificuldades pra se sustentar.

Segundo Andrei, a situação financeira se agravou porque o benefício previdenciário ainda não foi concedido de forma definitiva. "Continuo vivendo de bico. E agora a situação complicou mais ainda, porque não consegui me aposentar", relatou.

Além da expectativa por um avanço no processo, o jovem também cobra o cumprimento da decisão judicial que determinou o fornecimento de uma prótese mecânica.

"Pela minha convicção e pela minha fé em Deus, acho que esse caso já deveria ter sido resolvido. Porque eu perdi um membro e a justiça foi feita quando foi mandado que os autores arcarem com a obrigação que é a liminar que o juiz deu,", afirmou.

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Audiência anterior

Em março deste ano, o dono do parque e o operador do brinquedo fecharam uma transação penal — acordo firmado entre os acusados e a Justiça que evita o prosseguimento da ação penal mediante o cumprimento de determinadas condições. Como parte desse acordo, foi determinado o pagamento de cinco salários mínimos a uma instituição de caridade.

"Nesse acordo entre eles, que não diz respeito a Andrei, portanto, o Andrei não recebeu um centavo desse valor, foi determinado que eles deveriam pagar cinco salários mínimos para uma instituição de caridade. Então, eu destaco que esse valor não é destinado a Andrei e também não depende do nosso aceite.", esclareceu o advogado Bruno Moura.

Esfera criminal

Sobre a audiência desta quarta-feira (8), o advogado Bruno explicou que a expectativa é de que a esfera criminal do caso seja definida. Já a questão da prótese integra a ação cível, na qual já existe uma decisão judicial determinando o custeio do equipamento, mas que ainda não foi cumprida.

Advogado Bruno Moura
Advogado Bruno Moura | Foto: Luiza Nascimento/ Ag. A TARDE

"A expectativa é que hoje a questão criminal seja definitivamente resolvida, na esfera cível, parte já foi resolvida no que diz respeito a essa prótese, já existe decisão e não foi cumprida, mas pode ser que haja uma primeira audiência na esfera cível para discutir ali a questão de danos morais, de dano estético e demais pedidos".

Relembre o caso

No dia do acidente, Andrei estava no parque com a irmã de 17 anos e a prima de nove, após sair do trabalho. Eles embarcaram no brinquedo estilo pêndulo chamado “Intoxx”, quando, de repente, o equipamento despencou e atingiu o chão.

Andrei teve o braço esmagado e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde precisou ficar internado e entubado. Sua irmã, Andreia, também se feriu, mas teve apenas lesões leves e foi liberada após atendimento no Hospital Eládio Lasserre.

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